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Chuvas na Zona da Mata mobilizam força-tarefa do Governo de Minas

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BDMG anunciou R$ 200 milhões em crédito emergencial para empresas e prefeituras, e a Secretaria de Estado de Fazenda viabilizou prorrogação de tributos e isenção de ICMS para doações destinadas às vítimas.
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As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata, especialmente Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, provocaram perdas humanas, desabrigo de famílias, danos à infraestrutura e interrupção de serviços públicos. Diante da gravidade da situação, o Governo de Minas estruturou respostas em várias frentes, combinando socorro imediato e medidas de reconstrução.

Nos primeiros dias após a tragédia, o Estado mobilizou mais de 550 agentes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e Polícia Civil, com ações de resgate, segurança, apoio à identificação de vítimas e articulação direta com as prefeituras. Também foram deslocados engenheiros e arquitetos para vistorias e avaliações de risco em áreas afetadas.

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Em atendimento às demandas de cidadania, a população passou a contar com serviços emergenciais para emissão de documentos e registro de ocorrências. Em Juiz de Fora, a Ouvidoria Móvel foi levada às áreas atingidas para ouvir moradores e encaminhar demandas. Em Ubá, houve mutirão para emissão da Carteira de Identidade Nacional a desabrigados e desalojados.

Reforço à saúde e apoio direto

Na saúde, o Governo de Minas destinou cerca de R$ 48,2 milhões em reforços emergenciais para Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. As ações incluíram ativação de Salas de Situação, envio de medicamentos, vacinas, insumos e hipoclorito de sódio, além da instalação de hospital de campanha em Ubá e reorganização do atendimento local.

Na assistência social, a Sedese antecipou parcelas do Piso Mineiro e autorizou repasses extras aos municípios atingidos. Juiz de Fora e Ubá receberam recursos antecipados, enquanto equipes regionais passaram a apoiar abrigos, benefícios eventuais e o atendimento direto às famílias. Em Ubá, também foram enviados kits de limpeza, roupas e cestas básicas.

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Ajuda humanitária

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O apoio humanitário foi reforçado pelo Servas, com envio de 23 toneladas de itens essenciais para a região, além da concessão de cartões emergenciais a famílias atingidas. A etapa seguinte incluiu ações voltadas ao recomeço, com entrega de móveis e eletrodomésticos básicos para quem perdeu bens nas enchentes.

Na infraestrutura, o governo contratou serviços de limpeza urbana e rural, desassoreamento de rios e uso de máquinas pesadas nas cidades afetadas. Em Ubá, assumiu o custeio da reconstrução de quatro pontes. A Copasa restabeleceu o abastecimento de água no município, e a Cemig mobilizou equipes para recompor a energia e suspendeu temporariamente cortes por inadimplência em Juiz de Fora.

Retomada e reconstrução

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A resposta também incluiu medidas para a retomada econômica. O BDMG anunciou R$ 200 milhões em crédito emergencial para empresas e prefeituras, e a Secretaria de Estado de Fazenda viabilizou prorrogação de tributos e isenção de ICMS para doações destinadas às vítimas.

Na educação, mais de 36 mil estudantes da rede estadual voltaram às aulas presenciais em 9/3, com foco em acolhimento emocional e recomposição do calendário escolar. Em Juiz de Fora e Ubá, o retorno foi acompanhado de ações de suporte às comunidades e às equipes envolvidas na linha de frente.

Com essa atuação articulada, o Governo de Minas buscou ir além da resposta emergencial, reunindo medidas para reduzir danos, restabelecer serviços e apoiar as famílias da Zona da Mata na reconstrução da rotina.

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