O organizador do Goianá Bike Fest, Renato Coutinho Nascimento, foi o entrevistado desta quarta-feira (30) do programa Dá Jogo, transmitido ao vivo no YouTube da Tribuna. Durante a conversa, Renato contou sua trajetória no ciclismo, explicou a diferença entre diferentes modalidades, falou sobre os benefícios do esporte, deu dicas para quem pretende começar a competir e também detalhou o evento de passeio ciclístico e corrida de mountain bike, que será realizado no dia 18 de outubro, na cidade a 41 quilômetros de Juiz de Fora.
Confira a entrevista na íntegra:
Tribuna: Fale um pouco sobre sua trajetória, por favor.
Renato Nascimento: A nossa história começa desde quando nós fomos para a Goianá, para empreender com hotelaria, e a partir dali eu conheci pessoas que me apresentaram o mountain bike, e ali a gente começou a pedalar pelas estradas e começamos também a entrar em algumas trilhas de fazendas e explorar um pouco do que a natureza tem, dos rios, cachoeiras e viver um pouco esse mundo que existe fora aí do asfalto e do concreto. Então, desde que nós fomos para lá a gente começou a organizar passeios ciclísticos em conjunto com os amigos de lá. A gente agora está chegando no nono passeio ciclístico dentro do evento e a gente tem um certo amor pelo esporte, então a gente acredita muito no esporte como ferramenta social, de educação, de progresso também. Então, a gente está sempre trabalhando em parcerias tentando agregar o nosso trabalho, nossa empresa, o hotel e o turismo de forma geral. Porque, desde que eu cheguei lá em Goianá, eu percebi que não adianta a gente trabalhar somente para a gente, para o nosso negócio. Quando a gente tá no meio do turismo, a gente precisa trabalhar o todo, o hub, todos os parceiros, todas as frentes, todas as cidades. Então, o evento vem como uma forma também de atrair turistas para a cidade e de poder oferecer um mountain bike, um pedal de qualidade, de segurança para quem está vindo conhecer a nossa região.
Tribuna: Quanto tempo faz que você começou a ir para Goianá e participar desses eventos?
Renato: Em 2010, eu comecei a trabalhar mesmo em Goianá e aí desde então eu tenho ciclismo como meu esporte favorito. Dezesseis anos, e desde então eu pedalo com muita frequência, depois que eu tive filho um pouco menos, mas é algo que eu faço com muita facilidade, assim, de acordar cedo, de levantar 4, 5 da manhã, a hora que for necessário para você poder praticar um esporte que logo após te dá uma sensação de bem-estar enorme, então o seu dia, sua produtividade, tudo tende a ser melhor porque aquilo te gera uma confiança, aquilo te gera uma sensação única, e ali a gente acaba se apaixonando pelo esporte.
Tribuna: Com qual frequência você pedala e qual distância que você costuma percorrer?
Renato: Existem momentos da vida, como eu falei aqui, então hoje eu tô pedalando um pouco menos, mas já pedalei muito, já pedalei 5 vezes por semana, hoje eu chego a pedalar 2, 3 vezes por semana. Já pedalei 190 quilômetros de uma vez só, já fui para a Aparecida do Norte, a Romaria, já fiz o Caminho da Fé, que sai lá do sul de Minas e São Paulo e vai até a Aparecida também, que é o cicloturismo, e desde pedais menores também, que são vários formatos de ciclismo que existem, e esses menores incluem também o ciclismo de trilhas, de pistas, de obstáculos, que é o cross country olímpico, por exemplo, que é a modalidade que está nas Olimpíadas, que a gente também gosta de praticar. Então lá em Goianá a gente tem um terreno que a gente desenvolve essas pistas, obstáculos, para a gente aplicar a técnica, para a gente evoluir, a gente traz os amigos, e a gente faz a manutenção dessas trilhas também, que é algo bem trabalhoso, mas que também dá uma sensação muito boa, porque quando você está limpando as trilhas, você começa a entender também a física que está envolvida no ciclismo, do salto, como que tem que ser uma rampa, como que tem que ser uma curva, como que são os desníveis que você tem que fazer para respeitar a água na época das chuvas. Tudo tem a sua ciência, e conforme a gente vai praticando, a gente consegue ir melhorando
Tribuna: Como que Goianá foi se consolidando como uma cidade que recebe tantos eventos de ciclismo?
Renato: Pois é, Goianá hoje tem uma posição estratégica, que é a questão do aeroporto regional da Zona da Mata, então esse foi um dos fatores determinantes quando nós conseguimos trazer o Panamericano, em 2024, por conta da logística. Goianá tem uma geografia muito propícia para a prática do mountain bike, tem pouco trânsito, tem muitas montanhas, tem um clima quente, e Goianá em si é plana, mas o redor dela é feito de montanhas, como a Serra de Santana, a Serra do Horácio, a Serra dos Machados, todas que estão aqui próximas também à Juiz de Fora. Então a proximidade com Juiz de Fora também faz Goianá ter esse potencial para os eventos de forma geral, os eventos esportivos e o de ciclismo. Então começou assim, desde os passeios ciclísticos, a gente depois conseguiu trazer o Marathon Cup, que era uma competição, e o Brasil Challenge Internacional, e após essas competições veio a pandemia. A gente já tinha no radar o Panamericano, e o Panamericano foi, vamos dizer assim, a experiência máxima que a gente pôde oferecer em Goianá.
Tribuna: Vieram atletas de quantos países?
Renato: Acho que foram 7 ou 8 países presentes, o campeão foi um chileno, e foi muito legal, porque aí foi uma modalidade XCM, que é maratona, mais estradão, um pouco menos de trilha, mais quilometragem, e foi uma experiência única, porque ali a gente conseguiu aprender muita coisa também com o Panamericano e conseguiu pegar muita visão, pegar muitos insights do que Goianá pode oferecer. Então a ideia é essa, é manter o legado do mountain bike e deixar Goianá sempre viva no cenário do mountain bike.
Tribuna: E você que trabalha com turismo, quanto esses eventos movimentam na rede hoteleira e de renda na cidade?
Renato: Os eventos de um dia só movimentam mais durante um dia só mesmo, restaurantes, e também hotéis. Você precisa fazer estratégias promocionais conjugadas, de desconto, de parceria, então a gente tem um acréscimo de 50% no nosso movimento, porque nós somos o hotel oficial também. Mas para a cidade de forma geral, eu acho que é muito proveitoso, porque os restaurantes ficam todos lotados, os hotéis têm alguma demanda aumentada, e quando o evento é de mais dias, aí com certeza, como foi o caso do Panamericano, gerou movimento para cidades vizinhas, como Rio Novo, como São João Nepomuceno e Juiz de Fora, porque foram cerca de 700 atletas no Panamericano
Tribuna: Agora falando um pouquinho sobre o Goianá Bike Fest, no dia 18 de outubro, largada às 9 horas, e as inscrições estão abertas. Como a pessoa que quer se inscrever pode fazer contato e quais são os valores?
Renato: Goianá Bike Fest está com inscrições abertas, a virada de lote é amanhã (1º), a partir das 10h, inclusive, quem puder aproveita para fazer a compra. As inscrições vão até o dia 17 de outubro, um dia antes. Nós estamos com o passeio ciclístico no valor de 60 reais, e a corrida MTB Race, que a gente nomeou, por 90 reais no lote promocional. Nesse valor você tem direito a um kit, que tem gel de carboidrato aqui da nossa região, o Carbocana, a gente tem medalha, plaquinha, meia da Net Fios, a gente tem chaveiro. E estamos muito satisfeitos até hoje com as vendas e com tudo que está acontecendo.
Tribuna: As inscrições podem ser feitas por onde?
Renato: As inscrições são feitas no site GPS Sport, o link está na nossa bio do Instagram, @goianabikefest.
Tribuna: As categorias vão desde os 17 anos até mais de 55, então mostra que é um esporte para todos os públicos, e tem a categoria para pessoas com deficiência que é gratuita. Você vê algum tipo de público mais presente, tem esse reconhecimento de estar abrindo espaço para essas pessoas?
Renato: São 20 categorias, nós estamos com a chancela da Federação Mineira de Ciclismo, que é algo que eu achei importante trazer, para nos dar também essa segurança de estar sendo supervisionados, por quem tem muito conhecimento, que é a federação. Então nós temos as 20 categorias, dentre elas e-bike, PCD e as bikes comuns, que a gente chama. Tem as categorias de dupla, de dupla mistas, então pode correr pai com filho, pai com filha, marido, esposo, esposa. E temos também as categorias, vamos dizer, da melhor idade, os 55 mais, que pagam meia. Então esses também são grandes exemplos de atletas e de amor ao ciclismo.
Tribuna: E as expectativas são de quantos atletas? Tem medalha para todo mundo também?
Renato: A gente tem 300 medalhas para os 300 primeiros inscritos, medalhas de finisher. E para o pódio nós teremos também a medalha, que estou chamando ela de um medalhão, que vai ser de 10 centímetros, e que vai haver inclusive um suporte para se você quiser colocar ela como um troféu, ela também vai poder ficar na sua estante de troféu. Como uma medalha muito grande que ela vai ser, a gente está colocando esse suporte de impressão 3D como um item que vai estar também na premiação dos cinco primeiros colocados que estarão no pódio.
Tribuna: E no entorno do evento, vão ter shows, praça de alimentação, como vai funcionar isso?
Renato: Quem estiver indo com a família pode ficar tranquilo, nós vamos ter praça de alimentação, estamos levando o que tem de melhor de BBQ para lá, que é aqui de Juiz de Fora, o Empório Saint BBQ do nosso amigo Lucão. E teremos lá também toda uma arena coberta, então vai ficar coberto do sol, esperamos que somente do sol. E quanto à música, a gente vai ter o show da banda Território Zen, que é uma banda muito relacionada ao ciclismo também, tem uma música específica aí com o nosso amigo Bro Bruto, a Brutalidade Compartilhada, que é o nome da música.
Tribuna: E você falou da categoria e-bike, mas não são aquelas bicicletas elétricas que a gente tem visto muito pelas ruas de Juiz de Fora e de todo o país, que está tendo uma polêmica sobre regulamentação, certo?
Renato: Não, essas aqui são mais parecidas com pequenas motos elétricas de deslocamento urbano. As e-bikes de mountain bike são próximas das bikes de enduro, das bikes de downhill, e elas propiciam o pedal assistido, você precisa pedalar para que ela faça a parte dela. Então ela tem a bateria, hoje a maioria delas é com a bateria interna dentro do quadro, você também pode ter uma opção de bateria extra, a gente tem essa categoria da bateria extra que ela fica no lugar da água, da garrafinha, e o motor que fica junto ao pedal. E hoje é uma febre as e-bikes, é um público de alta demanda, de público consumidor que gosta também de participar, e não vou dizer que eles são maioria, mas eles são uma grande fatia hoje do mercado do interior. Em cidades maiores, eles já são considerados maioria, por exemplo em Juiz de Fora, em Belo Horizonte, que eu tenho como exemplos mais próximos, você vê muito mais e-bike hoje em dia do que bike comum, mas no interior a bike comum ela ainda representa um pouco mais do público.
Tribuna: O impacto ambiental também é uma preocupação de vocês?
Renato: Com certeza, nós nos preocupamos em enviar mensagem, a gente faz uma publicação dizendo para os atletas não jogarem o seu lixo, o seu gel no chão. Isso ano passado funcionou demais porque nós tivemos 1 embalagem de paçoquinha só para ser recolhida, porque a gente faz toda a marcação com fitas, TNT, e após a gente faz o que a gente chama de faxina, de limpeza. Então na segunda-feira a primeira coisa que a gente faz quando acorda é ir pegar e fazer a limpeza de todo o percurso. E aí ano passado a gente teve muito pouco lixo jogado, e isso foi fruto com certeza da nossa campanha de conscientização. Então esse ano nós vamos fazer essa campanha novamente, visando, e depois também fazemos a limpeza com a moto, com o carro, então não fica nenhum lixo jogado nas estradas, até o que era lixo que já estava lá, a gente aproveita e já recolhe também, porque já está fazendo o trabalho, aproveita e ajuda o meio ambiente.
Tribuna: São dois formatos, o passeio ciclístico e a corrida de mountain bike. Qual é a diferença entre um e outro?
Renato: O passeio ciclístico normalmente é para quem quer uma coisa mais light, ele quer apreciar a natureza, quer contemplar, quer tirar foto, ele não está preocupado com o tempo, ele está preocupado com a vivência, com a experiência. A gente vai ter um percurso de 31 quilômetros com pouca altimetria, 400 e poucos de altimetria, que é o desnível que você sobe, e vamos ter um percurso de 42 quilômetros com 600 de altimetria, são o percurso curto e o longo, vamos falar do passeio ciclístico. É um público que tem esse perfil mais do cicloturismo, e na corrida a gente já tem o pessoal que gosta mais do treinamento, que vive mais essa parte da competição em si, e se preocupa um pouco mais com alimentação, com tudo o que envolve a máquina humana. Então, na corrida nós vamos ter um percurso de aproximadamente 50 quilômetros, é um percurso maior, e vamos ter também uma altimetria próxima de 1.300 metros de desnível ascendente. Então, quem estiver vindo, pode se preparar que a jiripoca vai piar.
Tribuna: Hoje, aqui na região, você vê alguma referência no esporte, como a Roberta Stopa, por exemplo?
Renato: Temos, com certeza. Como você bem disse, hoje a nossa principal referência em Juiz de Fora é a Roberta Stopa. Ela também é nossa parceira do evento, estará lá presente, e pela história dela, por tudo que ela construiu e vem fazendo até hoje, ela fica com certeza no primeiro lugar. Agora, a história de Juiz de Fora é muito farta. Juiz de Fora é um celeiro de mountain bikers, de ciclistas. Então, no passado nós tivemos Miguel Giovannini, campeão mundial de downhill, nós tivemos Thiago Aroeira, que se não me engano foi campeão brasileiro de XCO, sempre posicionado ali no top 3 nível Brasil, e sempre formando novos atletas. Hoje também nós temos o Roger Renzo, que é um treinador aqui da região, e um atleta que está disputando sempre diversas competições, o pai dele também, o João Erildo. Então Juiz de FOra é um celeiro de ciclistas.
Tribuna: Explicando para quem está ouvindo, o que é XCO??
Renato: XCO é o Cross Country Olímpico, é a modalidade olímpica, que é uma pista normalmente de entre 4 e 6 quilômetros, em que ela é formada por vários obstáculos, de pedra, de salto, de madeira, e ali o atleta mais rápido se torna o campeão.
Tribuna: E a pessoa que quer iniciar hoje nesse meio, tem a sua bicicleta comum, própria para um passeio mesmo ciclístico, mas pretende desenvolver para mountain bike, qual costuma ser o investimento que ela precisa fazer, o tipo de treinamento, por onde ela começa nesse meio?
Renato: Eu acho que o investimento, com 2 mil reais você consegue comprar uma bicicleta de entrada usada, até uma bicicleta Aro 26, que é uma bicicleta hoje que já não é tão mais comercializada, você pode começar com uma dessa. Hoje as mais utilizadas são as Aro 29, e temos a novidade do momento que são as Aro 32. Então, a pessoa tem que primeiro, acredito, ter um grupo de amigos ou de família que seja incentivador, porque sempre que você está acompanhado, pelo menos no meu ponto de vista, eu sempre tive mais facilidade de marcar, de sair, de aprender. E aqui em Juiz de Fora a gente tem alguns professores também, que facilitam isso para quem tem medo de sair sozinho. Então, nós temos o Robinho da RAAS Treinamentos, que faz esses passeios com alunos. Nós temos a própria Roberta Stopa, que também trabalha com alunos, com iniciação, com desenvolvimento. E também temos o Toninho Toledo, do Bike School, que também já pega mais essa galera iniciante, que está aprendendo mesmo a equilibrar até.
Tribuna: E saindo um pouco de Juiz de Fora, como está o Brasil no cenário do ciclismo, comparado a outros países?
Renato: Eu sou brasileiro, eu enxergo o Brasil como uma potência. Acho que nós poderíamos ser melhores, se tudo fosse melhor aqui. Mas eu acho que nós temos pessoas muito capazes, profissionais, as confederações, as federações. E no cenário mundial, acho que é difícil a gente comparar com a Europa, com os Estados Unidos. Mas até outro dia, em 2020, nós recebemos uma etapa da Copa do Mundo aqui em Petrópolis. Então, por que nós somos uma potência, eu considero? Porque nós tivemos um grande atleta, o Henrique Avancini, que levou o nosso esporte, levou o Brasil para o mundo. E hoje nós temos muito mais visibilidade também devido a ele, a todo o trabalho da vida dele e tudo que ele fez pelo ciclismo e continua fazendo.
Tribuna: O evento tem a chancela da Federação Mineira de Ciclismo e você também citou uma série de cidades que, em eventos maiores, recebem um grande público e movimenta bastante o turismo. Você vê um apoio, um investimento,da federação ou das Prefeituras, ou ainda falta?
Renato: Da nossa parte, em Goianá, há total apoio de infraestrutura da prefeitura. Inclusive, eu falo que a prefeitura, se não fosse o apoio deles, o evento ou reduziria muito ou ficaria inviável. Porque a prefeitura é a grande parceira interessada no desenvolvimento do esporte, da saúde, social, econômico. Então, traz só coisas boas para a cidade. Então, acho que sim. A gente está muito bem amparado. Empresas também, que são patrocinadoras. A gente fez um trabalho. Então, com bastante trabalho, a gente consegue bastante apoio.
Tribuna: Você estava mostrando para a gente uma foto do seu filho com dois anos de idade ganhando uma bicicleta. Como tem sido para você poder passar tudo isso para o seu filho?
Renato: Eu tenho a Luísa, de sete anos, e o Rafael, de três anos. E, desde pequenos, eles me veem saindo para pedalar e isso acaba sendo um exemplo para eles. E essa possibilidade que a gente tem de estar lá em Goianá pedalando juntos, saindo num ambiente que não é urbano, facilita muito pela segurança. Então, é um prazer muito grande poder estar com meus filhos, com a minha esposa. Várias vezes a gente sai, faz pedais curtos, vai até a beira do rio e volta. Você já vê um pôr do sol legal, você já sente um vento no rosto e isso é maravilhoso. Acho que todos os pais que amam o seu esporte, o seu hobby, eles tendem a amar fazer esse hobby com sua família.
Tribuna: O trajeto vai passar por estrada de terra, trilhas naturais, propriedades particulares e também estradas pavimentadas. Como o atleta tem que se preparar para enfrentar tantos tipos diferentes de solo?
Renato: A gente está falando de um esporte radical. O mountain bike é um esporte radical. Você precisa praticá-lo de capacete, com itens de segurança. A gente cobra esses itens para o atleta largar, capacete, luva e óculos. Então o atleta normalmente tem mais experiência ou menos experiência, mas está se desenvolvendo no entendimento do terreno de saibro, de areia, de terra batida, de pedra, de escória. Então fica muito a cargo de cada atleta também o gerenciamento da sua segurança. Então numa trilha que o atleta identifica uma certa dificuldade é muito natural a gente ver ele descer da bike e passar por um obstáculo ou por um trecho de dificuldade empurrando a bike. E a gente fala que isso não é vergonha. Você descer e empurrar na subida de um morro que está difícil. Isso não é vergonha. Vergonha a gente fala que é ficar sentado no sofá.

