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Clássico gremista

Diante do emaranhado de patrocinadores nas camisas das equipes brasileiras, a clássica vestimenta tricolor se destaca

Por Juliana Netto

27/05/2021 às 07h02 - Atualizada 26/05/2021 às 22h16

Um Brasileirão mal acabou e, no fim de semana, será iniciado outro. Com a parte mais importante do calendário chegando, muitos clubes aproveitaram a oportunidade para lançar seus novos uniformes. Há aqueles inspirados em novas tendências do mercado e há os retrôs, voltando a um determinado período histórico das equipes.

Caso do Grêmio, que se veste com modelo parecido ao da temporada 1996, ano no qual foi bicampeão brasileiro. Tempos de Danrlei, Arce, Mauro Galvão, Paulo Nunes, Luiz Felipe Scolari e cia. O uniforme homenageia também os 100 anos da conquista do primeiro Campeonato Gaúcho, em 1921, assim como os 40 anos do primeiro Brasileirão, em 81.

Uniforme número 1 homenageia bi do Grêmio em 1996 (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Diante do emaranhado de patrocinadores nas camisas das equipes brasileiras, a clássica vestimenta tricolor se destaca. Obviamente que o azul do Banco Banrisul, estatal gaúcha que exibe sua marca na parte principal do uniforme, favorece a harmonia das identidades visuais. Mas a discrição de cores e curvas no manto gremista é daquelas tradições que valem a pena ser mantidas.

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Tempo atrás, um vídeo do Porta dos Fundos brincava com as camisas de Flamengo e Botafogo, que mais pareciam um outdorr ambulante. No Alvinegro até “liquidação maluca”, com oferta de produto durante o jogo, foi estampada nas costas do glorioso uniforme. Como se esquecer também do Guaraviton, cujo amarelo e preto “gritaram” por um tempo nas blusas dos quatro grandes do Rio? E o laranja do BMG? Outro que investiu pesado no futebol foi a Caixa, que chamou a atenção em algumas vestimentas.

Tudo a troco de receita, claro. Em tempos de crise, deixar as finanças do clube no azul não é tarefa fácil. Quisera que o futebol brasileiro conseguisse seguir o padrão europeu, de camisas minimalistas, marcas pouco protuberantes e cofres cheios.

Mas a tradição gaúcha – com o Inter também, que preserva bem seu vermelho e branco – é um agradável ponto fora da curva no modelo de captação de patrocínios em gramados nacionais.

Ouso opinar que, no quesito roupa, o Tricolor Gaúcho sai na frente. A conferir como será o uso das fardas em campo.

Juliana Netto

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