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Professor vê legitimidade em ações da Câmara, mas destaca corporativismo

Por Paulo Cesar Magella

27/02/2021 às 15h00 - Atualizada 26/02/2021 às 19h24

A mensagem em tramitação na Câmara Federal, mudando as regras para punição de deputados e senadores continua causando polêmica. Apesar da votação às pressas definida pelo presidente da Casa, Arthur Lira, ter sido transferida para segunda-feira, a reação das ruas continua. O cientista político Fernando Perlato adverte que a matéria deve ser analisada numa “chave mais ampla nessas tensões entre o Judiciário e o Legislativo”. Para ele, a preocupação dos parlamentares, em alguns casos, é legítima, mas há, na maior parte, uma forte conotação corporativista. “Temos que tomar cuidado para não contaminar o debate. É necessário regulamentar a ação do Judiciário no Legislativo, e os deputados legislarem não é nenhum absurdo, porém, o que a gente está vendo – e a ação de Lira não foi ingênua – é uma busca do parlamento de se blindar”. Na avaliação de Perlato, há uma maioria formada pelo Centrão, com condescendência de partidos tradicionais, no sentido de proteger os políticos de investigação no Judiciário.

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Oposição dividida perde o foco nas discussões

O cientista político Fernando Perlato também questionou o papel desempenhado pelos partidos de oposição, que, no seu entendimento, estão perdidos desde o começo da gestão Bolsonaro, com dificuldades para construir consenso. Ele citou como exemplo o papel de partidos como o DEM e PSDB – classificados de centro-direita -, que, apesar de estarem na campanha do deputado Baleia Rossi (MDB) para a presidência da Câmara, acabaram embarcando na candidatura vencedora de Arthur Lira (PP). Mesmo dentro da oposição à esquerda há algumas fraturas, destaca o professor.

Paulo Cesar Magella

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