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Botequim em casa: a vez das bebidas

Pra acompanhar os petiscos que chegam por delivery, nada melhor que ter a sua prateleira de bebidas em casa

Por Airton Soares

07/04/2021 às 19h35 - Atualizada 07/04/2021 às 21h40

Bar Dias mantém seu estoque de bebidas à mostra nas paredes

Se há uma coisa que caracteriza um botequim são as prateleiras repletas de garrafas exibidas nas paredes do bar. Muitas delas estão ali há anos, esperando a vez de serem abertas. Outras são campeãs de pedidos e criam uma rotatividade que as fez ocupar as prateleiras mais baixas, devido ao volume de vendas de doses…
Lembro-me que no saudoso Boi na Curva, o Cristiam Nazareno precisou descer todas as garrafas das prateleiras para pintar as paredes, e como era fim de noite e eu estava por lá, resolvi ajudar. Saí do bar às 3 horas da manhã presenteado com uma garrafa de Pitú, com rótulo desgastado e amarelado, tão antiga que nem dava pra saber a data de fabricação, quiçá a validade. Uma relíquia.

Antiga foto do Boi na Curva e suas prateleiras de bebidas

Pois nessas prateleiras habitam garrafas de bebidas que nos fornecem os mais variados drinks e shots de botequim. Por lá é fácil encontrar um italiano Campari e, da mesma nacionalidade e estilo, o Cynar e também o Cinzano. Na mesma linha de amargos, temos a Fernet e a Jurubeba. Conhaques como o Dreher e o Presidente são fáceis de achar, assim como o Conhaque de Alcatrão São João da Barra. Por aqui, nada de bebidas caras. Seguimos populares! Catuaba sempre esteve ali, e hoje ganhou o paladar dos mais jovens. Cachaças brancas e amarelas são as mais consumidas e ocupam boa parte do espaço, ladeadas pelas versões com mel e, mais recentemente, as saborizadas. Na linha de adocicadas, o Martini e a rubra e licorosa groselha nunca faltaram.


Aliás, das adocicadas surgiram drinks de balcão que habitam minha memória com algumas das mais clamorosas ressacas juvenis: o Bombeirinho leva o nome pela cor resultante da mistura da groselha com cachaça. Nada de gelo aqui: um shot rápido é a forma de beber essa mistura. O Martini se junta ao conhaque e gera a Marconha, batizado assim pela junção dos nomes, embora também conhecido como Maria Mole. Jurubeba não se mistura: a garrafa é guardada na geladeira e é bebida de shot único. Já o drink Porradinha leva cachaça ou vodka junto a um refrigerante de limão ou cola. Na minha época, cobria-se a boca do copo com um guardanapo e um tapa sobre a mistura, antes de virar o copo, gerava um baita espumeiro – lembrando o inevitável sonrisal do dia seguinte. O Fernet nunca deve ser bebido puro, salvo se você gostar de fazer careta: como fazem os hermanos, gelo e Coca-Cola são essenciais. Pra quem está achando tudo muito simples e sem glamour, vale lembrar que o drink mais famoso do Brasil surgiu num botequim. Explico: o rabo de galo é a tradução literal de “cock-tail” e, assim como todos os demais drinks acima citados, é consumido com gosto pelos fregueses dos butecos de JF.

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Butecos de JF

Butecos de JF

Airton Soares é gestor público por formação acadêmica mas, por opção e gosto, é conhecido como apreciador da cozinha de raiz, com experiência comprovada e acumulada na cintura. Já foi jurado do Comida di Buteco, é colunista do Tribuna de Minas, tem programas nas rádios CBN e Mix FM e é dono da fanpage @butecosdejf, onde conta com mais de 90 mil seguidores que acompanham as dicas e comentários sobre comidas, bebidas e bares desse rotundo entusiasta da culinária simples e saborosa, segundo ele, a mais gostosa de todas!

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