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A queda dos setores de turismo e cultura em Minas Gerais

Por Iris Barquette e Mariana Curbani

20/04/2021 às 07h00 - Atualizada 19/04/2021 às 19h00

Com o início de mais de um ano de instabilidade econômica gerada pela disseminação do Coronavírus, alguns setores ainda tentam se reerguer e diminuir as perdas provenientes da pandemia. Os setores de turismo e cultura são dois dos setores que tiveram as maiores perdas em 2020, em especial no que tange ao transporte aéreo e às atividades artísticas e espetáculos.

De acordo com os levantamentos da Confederação Nacional de Comércio, Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado no dia 13 de janeiro deste ano, Minas Gerais foi o estado que apresentou a terceira maior perda de receita de turismo do país com um prejuízo de
R$ 21,65 bilhões ficando atrás somente de São Paulo (R$ 94,12 bi) e do Rio de Janeiro (R$ 39,7 bi).

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As medidas de isolamento social associadas à vigente instabilidade financeira são fatores que proporcionam uma redução na demanda por viagens. A queda do turismo pôde ser enfatizada pela baixa movimentação em aeroportos mineiros que sofreu uma redução de 57,7% em sua demanda no ano de 2020 quando comparado com 2019. A perda dos postos de trabalho do setor de turismo também são reflexos desses prejuízos _ em outubro de 2020 o setor era responsável por quase metade da perda de empregos no Brasil. Como forma de auxílio a esse público, o governo federal concedeu um aporte de R$ 500 mil em dezembro do ano passado. A intervenção visava proporcionar uma ajuda e estímulo à retomada das atividades econômicas doturismo entre fevereiro e abril de 2021.

Almejando a retomada do setor, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult/MG) idealizou as campanhas publicitárias “Minas para Minas” e “Minas para o Brasil” planejadas ainda para o início deste ano e que seriam veiculadas em rádio, televisão e internet com a quantia recebida do Ministério da Cultura. Porém, há várias dificuldades para a execução das campanhas e até dos repasses da Lei Aldir Blanc, como o sucateamento da secretaria e a dificuldade de execução, além dos pontos destacados pela própria Secult que são a burocracia e os entraves institucionais.

É consenso para a comunidade cientifica que a única alternativa que soluciona a pandemia e materializa a retomada das atividades do setores de cultura e turismo, tal qual as demais atividades econômicas, é a vacinação em massa da população. No entanto, atualmente, não há disponibilidade de vacinas para uma compra de quantidades mais significativas, assim, resta ao setor de turismo mineiro procurar alternativas para a dura situação epidemiológica atual, já que as novas variantes do Coronavírus colocam o estado em alerta quanto à biossegurança das atividades realizadas.

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