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Será que vamos viver uma continuação de 2020 em 2021?

Por Felipe Dilon e Kamilla Menezes

12/01/2021 às 07h00 - Atualizada 11/01/2021 às 23h21

Que 2020 foi um ano difícil para todos, não é novidade, principalmente, em decorrência da pandemia da Covid-19. O desemprego, por exemplo, chegou a uma taxa de 13,1%, de acordo com dados do terceiro trimestre do IBGE. Apesar disso, é notório que alguns estabelecimentos tiveram grandes resultados enquanto a maioria apresentou diversas quedas consecutivas.

Um dos setores com melhor desempenho foi o agronegócio. Segundo a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o ramo de janeiro a novembro de 2020 acumulou um faturamento externo de 93,6 bilhões de dólares, maior patamar desde 2013. Esses fatores foram primordiais para que o país conseguisse, ainda assim, terminar o ano com um superávit na balança comercial: segundo o Ministério da Economia o saldo positivo foi de R$ 50,9 bilhões.

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A indústria, um dos carros chefes da economia do país, terminou 2020 como um dos melhores setores em termos de recuperação. No entanto, as falhas ainda são visíveis. A falta de recursos, tanto em termos de pessoas quanto de matérias-primas, não permitiu que o setor prosperasse de maneira uniforme. Mas sempre é bom ressaltar o lado positivo. Para isso, basta observar o aumento da demanda em áreas como supermercados e artigos farmacêuticos.

Embasado nos dados de desempenho econômico é que são feitas diversas previsões para 2021. Arthur Mota, economista da Exame Research, afirmou que devido à atipicidade, é praticamente impossível 2021 ser pior que 2020. De acordo com os dados do boletim Focus, divulgado no dia 14 de dezembro de 2020, espera-se um crescimento no PIB de 3,5%. Apesar do desempenho positivo, ele ainda não cobre o rombo de – 4,41% criado pela pandemia.

O ano que passou ainda nos mostrou que nem tudo pode ser controlado ou previsto. Como resultado, houve uma mudança no comportamento da sociedade e, por consequência, da economia. Todavia, a tão esperada vacina não irá resolver o problema como mágica, tudo indica que elas poderão reafirmar a confiança no mercado e reaquecer as atividades econômicas proporcionando a retomada ao novo normal.

Tribuna

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