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Banheiros contemporâneos

Por Aletheia Westermann

28/02/2021 às 07h00 - Atualizada 26/02/2021 às 17h39

A História nos conta que, desde o princípio da civilização, o hábito de banhar-se e o saneamento básico já eram uma preocupação. No Egito, por volta de 2100 A.C., acreditava-se que a água, além de limpar, também purificava o corpo e a alma. Já na Roma Antiga, o banho era um acontecimento social. Suas famosas termas podem ser consideradas percussoras dos spas de hoje.

Porém, na Idade Média, o prazer do banho foi deixado de lado, pois passou a ser considerado pecaminoso. Os dejetos eram jogados pelas janelas. Esse (mau) hábito, aliás, se repetiu no Brasil Colonial. Somente em 1668, na França, o uso obrigatório do banheiro nas casas foi estabelecido no código de obras. No século 18, quando a ciência provou que a falta de banho é que originava as doenças, os arquitetos passaram a incorporar, nos seus projetos, um cômodo destinado a essa função; e questões de saneamento básico, higiene e saúde começaram a ser pautadas pela sociedade. Já no século 20, os artefatos sanitários começam a se desenvolver como peças de design mas, ainda, com as possibilidades decorativas bem limitadas.


Entretanto, além de sua função primordial, o banheiro, atualmente, tornou-se um lugar de relaxamento e bem-estar e hoje é projetado com conceito altamente estético. Materiais inovadores, sustentáveis, vanguardistas e tecnológicos deixam o caminho livre para todas as ousadias de formas e cores. Resinas, concreto, vidros, mármores, madeiras e uma infinidade de revestimentos atraentes já fazem parte do projeto. Soma-se a isso uma iluminação que ganha destaque e faz a sua função: ora para criar um clima de acolhimento, nos focos indiretos e na cromoterapia, ora para um melhor auxílio nas funções de beleza, como barba e maquiagem, no uso de focos frontais para que não haja sombras. Este efeito é possível de ser alcançado através de arandelas ou com um charmoso pendente.

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Atualmente, projetar banheiros originais e personalizados está ao alcance de qualquer um. Despimos as paredes fora das áreas molhadas para lançar mão de papéis de parede, espelhos e mesmo uma simples pintura. As cubas, além do branco, ganharam tons sóbrios ou, ainda, esculpidas na própria pedra (mármores, granitos e resinas) para atender uma decoração mais sofisticada. Da mesma forma, as bancadas já aceitam materiais menos convencionais como: madeiras de demolição, vidros tonalizados e os porcelanatos de grandes formatos, que contribuem não só nos pisos e paredes, mas também nas bancadas.


E não podemos deixar de destacar a preocupação que hoje as indústrias têm na otimização do uso dos recursos naturais. As torneiras e bacias sanitárias já são pensadas para permitir uma economia no consumo da água. Opções de fluxos no momento que se dá a descarga e temporizadores para torneiras e chuveiros estão presentes no mercado. A oferta se tornou acessível com equipamentos e acessórios sustentáveis e de design a preços razoáveis.

Chegamos ao fim dos espaços padronizados! Agora, relaxe!

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Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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