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Reconecte-se ao que te faz bem

Por Aletheia Westermann

14/02/2021 às 06h58 - Atualizada 12/02/2021 às 17h55

Esse cenário de incertezas dos acontecimentos pelo mundo está tendo consequências que, em muitos casos, têm sido muito prejudiciais à vida das pessoas. Observamos isso todos os dias: ansiedade, isolamento e dependências, medo… Mesmo com toda conexão virtual, os índices de solidão estão cada vez mais altos e, numa rápida análise, na raiz comum do problema podemos perceber que umas das principais causas é a ausência de bem-estar tanto emocional quanto mental.

Já abordamos esse assunto por aqui e novamente a arquitetura participa desse debate diante da situação que estamos vivenciando para buscarmos medidas que incentivam o estado de atenção ao que acontece no momento, tanto na mente, no corpo e no ambiente, trazendo assim consciência sobre os pensamentos, sentimentos e maneiras comportamentais.

Por isso, reconectar-se ao que faz bem promete ser um dos grandes movimentos que veremos ao longo do ano. A casa como fator de cura permanece em nossos ideais; mas ela também continuará a se expandir de muitas maneiras como local de trabalho, espaço para atividades físicas, escola, cinema e ambientes mais híbridos. O resultado é o contraponto: residências esteticamente mais leves, verdes, simples e conectadas à natureza e à espiritualidade. Casas que carregam pedaços da história dos moradores. Espaços que refletem valores e acolhem. E isso significa recuperar o que perdemos e encontrar novas maneiras de cuidar de nós mesmos, de nossas famílias e até de nossas comunidades. Uma reconexão. Conosco, em primeiro lugar; mas também com o mundo a que aspiramos.

O layout interno é redesenhado com enfoque no bem-estar e otimização. Isso significa que os materiais naturais ganham preferência, não apenas por razões de aconchego, mas também por seu aspecto sustentável. Abuse da luz natural que também é um fator importante para a energia das pessoas e da edificação. Além disso, projetar formas de melhorar o sono também é uma forma de elevar a resiliência e a uma melhor capacidade de gerenciar nossas emoções.

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Por necessidade ou por tédio, mais pessoas foram para a cozinha em 2020. Muitos descobriram que cozinhar é, na verdade, um meio prazeroso de experimentação e criatividade, bem como uma forma de se alimentar melhor. Por isso, por que não criar uma cozinha ou área gourmet que permitirá aperfeiçoar o tempo que se passa com a família, já que o ato de cozinhar, beber e relaxar pode ser desfrutado por todos?

E por fim, uma última dica: claro que a digitalização e a conectividade terão impactos ainda maiores em nossas vidas. Novas tecnologias costumam propiciar maior conforto, comodidade e rápidas respostas, mas também elevam nossa carga de trabalho e aceleram nosso estado emocional. Por isso, que tal desconectar-se em algum momento? Fique off-line. As tecnologias, quando mal usadas, costumam ser “ladrões de tempo” na vida moderna. Pense nisso e analise como administrar melhor a sua relação com os dispositivos tecnológicos, para garantir mais tempo de presença e atenção plena.

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Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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