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Madeira de demolição

Por Aletheia Westermann

09/05/2021 às 07h00 - Atualizada 08/05/2021 às 16h11

Se a ideia é trazer uma atmosfera mais rústica, porém, com novas vertentes para o décor, a madeira de demolição tem habilidade suficiente para isso, além de deixar qualquer ambiente mais acolhedor. Por ter características distintas de textura e forma, cada peça, móvel ou revestimento se torna um elemento de arte natural único, trazendo versatilidade e um toque especial aos projetos.

Podem ser usados tanto nas estruturas, telhados, esquadrias, pergolados, jardins, como em qualquer parte da casa e na decoração. Além disso, o produto é adaptável a áreas internas e externas, estando presente em móveis, acessórios e revestimentos variados.

Carregada de história, a madeira de demolição é retirada de antigas construções e transformada em pisos, painéis e móveis. Por outra via, também há indústrias onde a matéria-prima provém de floresta de manejo de impacto reduzido, respeitando o meio ambiente, a fauna e a flora brasileira. Isso se reflete nos conceitos de gestão florestal, cuidados e manutenções, estrutura das madeiras, entre outros. Dessa maneira, contribui-se para otimizar os recursos naturais de tal modo que minimizem o impacto ambiental sobre o meio ambiente. Nos últimos anos, a busca pela conscientização e preservação ambiental ganharam destaque por aqui e no mundo. Se a madeira por si só já é um material que traz aconchego e calor aos ambientes, a madeira de demolição, por ter uma história e por ser sustentável, ganha ainda mais peso e estilo.

Aconchego, sofisticação, durabilidade e versatilidade. Não é à toa que a madeira na decoração é um dos recursos mais tradicionais e segue presente e atualizada com versões mais ecológicas e fáceis de aplicar tanto num cenário moderno quanto minimalista. A combinação com outros materiais tais como vidro, aço e pedra se encaixam e formam um perfeito encontro entre o rústico e o contemporâneo, sem tirar a personalidade do material. O resultado é harmônico e equilibrado, sem excessos.

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Mesmo sendo um material mais bruto, alguns cuidados são necessários para prolongar a beleza e a durabilidade da peça. A manutenção preventiva é essencial para evitar que o produto estrague. O envelhecimento faz parte das peças, e o aparecimento de pequenas rachaduras corresponde ao contato com as alterações de temperatura e umidade, porém é fundamental compreender que estas alterações fazem parte da natureza do material e é o que o torna um produto único e exclusivo.

Crédito: Arquivo pessoal

Dia das Mães

Não poderia deixar passar o Dia das Mães sem fazer uma relação com a arquitetura. Como na arquitetura, ser mãe na maioria dos dias é uma prática difícil; em outros, é maravilhosamente satisfatório, porém, em ambos, quando exercemos, refletimos sobre porque escolhemos esse caminho.
Então, fico com a definição de Thom Mayne no seu discurso de aceitação do Prêmio Prtizker (a maior premiação na arquitetura). Ela se encaixa perfeitamente tanto para arquitetura como também para a maternidade: “Arquitetura (maternidade) é uma maneira de ver, pensar e questionar nosso mundo e nosso lugar nele”
Feliz Dia das Mães!!!!

Para saber mais sobre Arquitetura e Interiores, leia também nosso site www.aletheia.com.br

Crédito: Arquivo pessoal

Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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