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Circulação vertical: escadas

Por Aletheia Westermann

06/12/2020 às 06h58 - Atualizada 04/12/2020 às 21h06

Escadas são elementos fundamentais para a comunicação entre os espaços de um pavimento a outro de uma obra arquitetônica. Além de nos conduzir, podem adquirir outra função: ser objetos icônicos nos projetos, virando protagonistas do espaço.

Desenhadas a partir de uma abordagem puramente funcionalista, em alguns momentos tornam-se a peça fundamental do espaço. Ao subir ou descê-la, percebe-se novos modos e perspectivas do ambiente construído. Com formatos retangulares, orgânicos e diversas configurações, cores e materiais variados, o principal desafio é dimensioná-la corretamente (largura, espelho e pisada), oferecendo condições de segurança e conforto para quem vai utilizá-la.

O formato mais indicado está ligado intimamente com sua função e espaço disponível. Apresentam-se geralmente nos seguintes formatos: escada em “U”, que ocupa mais espaço; escada em “L”; escada reta, que ocupa a menor área do ambiente; escada curva ou circular; e a escada helicoidal ou espiral, que pode economizar metros quadrados valiosos em ambientes pequenos e vencer a altura do pé-direito ocupando muito menos área do que uma escada convencional. No entanto, o seu projeto exige atenção, para que não se torne desconfortável ou perigosa.

Além disso, é possível optar por escadas compactas, elegendo materiais leves como vidro, aço e pedras em tons claros, ou por escadas mais extensas, que permitam um maior conforto no ato de subir e descer e que funcionam bem em materiais como madeira, concreto, aço e pedras de diferentes tons. No guarda-corpo, uma boa combinação dos elementos deixa a escada mais leve, bonita e em harmonia com o ambiente. Materiais com vidros laminados, tubos de aço e inox são boas opções para uma atmosfera contemporânea e elegante.

Fixadas apenas à parede ou sustentada por vigas, elas passam a sensação de estar, literalmente, flutuando no ambiente. Dependendo do uso e das normativas locais, recomenda-se uma largura mínima de 80cm para escadas em residências unifamiliares e superior a 1,20m em edifícios públicos. Idealmente, uma escada não deveria ter mais de 16 degraus seguidos. Passando disso, recomenda-se dividir em patamares ou em trechos que ofereçam conforto e pausa para o descanso.

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Sob as escadas, a área vazia pode ser aproveitada das mais variadas formas: pode abrigar um belo jardim, espelho d’água ou armário, ou ainda virar uma adega ou estante e mesmo fazendo papel de divisória entre os ambientes. Dessa forma, a escada ganha mais funcionalidade e um up no décor.

Para saber mais sobre arquitetura e interiores, leia também nosso blog acessando o link.

Aletheia Westermann

Aletheia Westermann

Arquiteta e urbanista formou na UFJF EM 2001. Desde então é Arquiteta diretora do escritório Alethéia Westermann Arquitetos. Entre vários trabalhos importantes trabalhou na restauração do Cine Theatro Central em JF, tem projetos desenvolvidos tanto em São Paulo e Rio de Janeiro como no exterior: Em Londres, UK e nos Estados Unidos, nos estados da Florida e Connecticut . É colunista da rádio CBN/JF no programa Morar Bem Arquitetura e Interiores, além de escrever semanalmente para o Jornal Tribuna de Minas no caderno Casa e Cia.

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