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‘BYD das motos’, gigante chinesa chega para disputar mercado com Honda, Yamaha, Royal Enfield e Bajaj

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A gigante chinesa CFMoto chegou ao Brasil no fim de maio para disputar mercado com as tradicionais japonesas Honda e Yamaha e com as indianas que já fazem algum sucesso por aqui, como Royal Enfield e Bajaj. A empresa marca seu início já com montagem em Manaus, mas com posicionamento de moto premium, sem brigar por volume. O foco inicial, segundo a marca, está em motos de média cilindrada e maior valor agregado.

A CFMoto inicia as operações com quatro produtos no Brasil: as custom 450 CLC (R$ 32.990); 450 CLC Bobber (apenas com banco individual, R$ 33.990); a trail Ibex 450 (R$ 35.990) e a Ibex 700 (R$ 44.990). Esses preços são promocionais.

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Ibex 700 é equipada com motor bicilíndrico de 693 cc e 68 cv de potência (Foto: CFMoto)

Mudança de percepção

A entrada das marcas chinesas no setor automotivo brasileiro mudou a percepção do consumidor sobre tecnologia e preço. Agora, movimento semelhante começa a aparecer no mercado de motocicletas.

Renato Ferri, head de marketing da CFMoto Brasil, reconheceu semelhanças entre o posicionamento da empresa e o adotado por montadoras chinesas como BYD e GWM no setor automotivo.

“Essas marcas quebraram o paradigma do produto chinês apenas como custo-benefício e trouxeram tecnologia embarcada com preço mais acessível. É exatamente o que estamos trazendo para a CFMoto no Brasil”, afirmou. Segundo Ferri, a marca busca ocupar espaço como opção “premium acessível”, oferecendo mais equipamentos e tecnologia sem disputar diretamente o segmento de entrada.

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A estreia marca a expansão da fabricante, que já atua no Brasil há mais de uma década com quadriciclos e UTVs. A operação de motocicletas começa após um processo de homologação, estruturação industrial e desenvolvimento da rede comercial que, segundo a empresa, levou cerca de um ano.

Segundo Ricardo Kasaki, diretor comercial, o alinhamento com a matriz chinesa prevê crescimento gradual, sem pressão inicial por volume. “Não é volume agora. É enraizar a marca”, afirmou Kasaki em entrevista ao Jornal do Carro, do Estadão, parceiro da Tribuna de Minas. Segundo ele, a expectativa da operação brasileira e da matriz está alinhada para priorizar consolidação antes de expansão.

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Produção local

Apesar da origem chinesa, as motocicletas vendidas no Brasil serão montadas localmente em Manaus, no sistema CKD, processo em que componentes chegam desmontados para montagem nacional. A estrutura industrial foi citada repetidamente pelos executivos no evento de lançamento como um dos pilares da operação.

Durante a apresentação, Urano Carvalho, chefe da divisão de motocicletas da CFMoto Brasil, afirmou que a fábrica nacional ampliou sua capacidade produtiva e deve receber novos investimentos.

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Segundo ele, a operação passou de capacidade estimada de 10 mil para 18,5 mil unidades anuais e há planos para expansão adicional da planta. “As motos que estão aqui são made in Brazil. Embora venham kits do exterior e exista tecnologia chinesa, nós estamos produzindo isso aqui.”

A companhia também informou ter adquirido uma nova propriedade em Manaus para ampliar a estrutura industrial e logística.

Após inaugurar oito concessionárias, a marca trabalha para chegar a cerca de 13 pontos até o fim do ano, incluindo cidades como Campinas, Belo Horizonte e Recife, segundo o executivo. E já há planos para chegar a 18 revendas em 2027. O objetivo de longo prazo é ter operação em todas as capitais brasileiras.

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