O novo Fiat Argo – conhecido como Grande Panda na Europa – ainda nem estreou no Brasil, mas pode ganhar uma nova versão. A Stellantis, dona da marca italiana, de Jeep e muitas outras, está trabalhando em uma opção assinada pela Abarth.
O objetivo seria expandir a linha com a variante a combustão (a linha atual traz apenas 500 e 600, ambos elétricos, no exterior), e, claro, tentar incrementar o número de vendas da marca. As informações são do site Autocar.
Questionado pela publicação britânica, o chefe da Abarth na Europa, Gaetano Thorel, desconversou se o Grande Panda será o próximo esportivo da gama. “Certamente, aproveitaremos o legado da Abarth em algo mais. Isso é tudo o que podemos dizer agora.”
Ainda segundo a Autocar, a Fiat já trabalha na versão Abarth do modelo, mas o sinal verde para a produção ainda não foi dado.
Diferentemente do Brasil, a Abarth só oferece modelos elétricos na Europa. Porém, o CEO da Fiat, Olivier François, deixa aberta a possibilidade do retorno de opções a combustão.
“Quando se trata de oferecer alto desempenho, os carros elétricos são o melhor que se pode oferecer”, disse François à Autocar. “Mas estamos muito conscientes de que os clientes da Abarth também querem o som e a experiência de direção visceral, então estamos buscando maneiras de satisfazer esses clientes”, completou.
Grande Panda será Argo no Brasil
Com o nome de novo Argo, o Grande Panda fará sua estreia no Brasil. O hatch chega este ano para ser a grande estrela do aniversário de 50 anos de atuação da empresa no País.
A nomenclatura escolhida, segundo a Fiat, foi por conta da popularidade do modelo já comercializado no Brasil e nos demais mercados da América do Sul.
O modelo virá com os motores 1.0 Firefly de 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque associado ao câmbio manual de cinco marchas, além das configurações com o sistema híbrido leve de Pulse e Fastback e dos Peugeot 208 e 2008.
O conjunto traz motor 1.0 Turbo 200 Hybrid de até 130 cv e 20,4 kgfm associado ao câmbio do tipo CVT com sete marchas simuladas
Já a produção será na fábrica da Fiat em Betim (MG). De lá, o hatch abasteceria não só o mercado brasileiro, mas também outros países da América Latina e até regiões como África e Oriente Médio.
Quanto ao design, o visual do modelo vendido no exterior será preservado na versão Made in Brazil, conforme as patentes registradas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
