A DFM, nome sob o qual a chinesa Dongfeng vai operar no Brasil, pretende iniciar a montagem de veículos no país pelo sistema CKD até o último trimestre de 2027. Para 2028, a fabricante planeja ampliar a operação industrial e avançar na nacionalização dos modelos, incluindo veículos com tecnologia híbrida flex.
Entre os principais candidatos a receber a motorização está o Aeolus Mage. Segundo apuração do Jornal do Carro, do Estadão, o SUV poderá se tornar o primeiro híbrido flex da DFM no Brasil. O modelo integra a ofensiva de dez veículos que a empresa pretende lançar no mercado brasileiro até 2028. A fabricante, porém, ainda não confirmou quais automóveis serão produzidos localmente.
Para viabilizar a produção, a DFM negocia o uso de instalações industriais da Stellantis ou da Nissan, empresas que mantêm parcerias com a Dongfeng na China. Paralelamente, a companhia avalia construir uma fábrica própria no Brasil ou adquirir uma unidade industrial já existente.
“Ainda estamos analisando as possibilidades, mas já estamos em negociações avançadas para a tomada de decisão”, afirmou Wang Jiong, CEO da DFM para as Américas, em conversa com jornalistas.
Inicialmente, a marca vai atuar no país com veículos importados da China. Posteriormente, passará a finalizar automóveis no Brasil a partir de conjuntos de peças desmontados.
No sistema CKD, componentes são enviados separadamente ao país de destino para que a montagem seja realizada localmente. Essa deverá ser a primeira etapa da produção brasileira da DFM, com previsão de início entre outubro e dezembro de 2027.
A partir de 2028, a companhia pretende ampliar as etapas realizadas no Brasil e aumentar o índice de nacionalização dos veículos.
Híbridos flex entram nos planos da produção nacional
Os veículos híbridos flex estão previstos para uma fase posterior da operação industrial. A DFM também confirmou que pretende instalar no Brasil um centro de pesquisa e desenvolvimento, que deverá trabalhar nessa tecnologia e em outras soluções voltadas ao mercado nacional.
A proposta é combinar motores elétricos com propulsores a combustão preparados para funcionar com gasolina ou etanol.
Um dos candidatos a estrear a tecnologia é o Aeolus Mage, versão híbrida plug-in, conhecida pela sigla PHEV, relacionada ao Aeolus Haohan. O SUV utiliza um motor 1.5 turbo em conjunto com um propulsor elétrico.
Na China, o sistema oferece potência de até 355 cv e torque de 62,7 kgfm. A autonomia combinada pode alcançar 1.500 quilômetros de acordo com o ciclo de medição utilizado no mercado chinês.
A DFM ainda não informou quais modelos serão equipados com a tecnologia flex nem qual arquitetura híbrida será utilizada no Brasil. Antes de avançar na nacionalização, a empresa pretende avaliar o desempenho comercial de sua linha de veículos importados.
A estreia da marca no país ocorrerá com os modelos elétricos Box e Vigo ainda neste ano. Outros veículos da DFM e das submarcas Aeolus, Voyah e M-Hero estão previstos para chegar ao mercado brasileiro em 2027.
Parceria pode acelerar produção no Brasil
A parceria com outra fabricante é considerada pela DFM o caminho mais rápido para cumprir o cronograma industrial previsto para o Brasil.
No caso da Nissan, a empresa chinesa poderia utilizar parte da estrutura disponível da fábrica da montadora japonesa em Resende, no Rio de Janeiro. A Stellantis, por sua vez, possui diferentes complexos industriais no país, entre eles o de Porto Real, também no estado do Rio.
Dongfeng e Stellantis mantêm relações no mercado chinês há mais de três décadas.
Apesar das negociações, Wang não informou qual alternativa está mais próxima de ser escolhida. A possibilidade de construir uma fábrica própria continua em análise, embora essa opção demande investimento maior e mais tempo para implantação. A aquisição de uma unidade industrial já existente também faz parte dos planos.
DFM também pretende produzir caminhões
Além dos automóveis, o grupo pretende entrar no mercado brasileiro de veículos comerciais por meio de sua divisão de caminhões. Wang estima, no entanto, que a operação seja iniciada somente em 2028.
Segundo o executivo, produzir veículos comerciais no Brasil representa um desafio maior. Entre as questões analisadas estão a formação de uma cadeia específica de fornecedores e o comportamento do mercado brasileiro de caminhões.
O Jornal do Carro apurou que a empresa também poderá buscar uma parceria industrial para produzir veículos comerciais no país. O formato seria semelhante ao estudado para os automóveis, com utilização da estrutura de outra fabricante.
Até o momento, não há definição sobre qual empresa poderia participar da parceria.
Marca prepara início das vendas
Enquanto define os planos industriais, a DFM prepara o início da comercialização dos modelos importados. A empresa afirma já contar com 60 lojas autorizadas a operar em 22 estados e no Distrito Federal. A primeira unidade deverá ser inaugurada em Curitiba.
A pré-venda dos elétricos Box e Vigo será aberta nas próximas semanas, junto com a divulgação dos preços. Os consumidores também poderão realizar o processo pelo Mercado Livre.
As primeiras entregas e a abertura das concessionárias estão previstas para outubro.
A DFM oferecerá garantia de sete anos ou 300 mil quilômetros para seus veículos. Para a bateria e o motor elétrico, a cobertura será de dez anos, sem limite de quilometragem.
Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
