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Porta-malas: entenda como fabricantes realizam a medição nos carros

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A medição do espaço do porta-malas, fator que pode ser decisivo na compra de um carro, pode variar conforme o método utilizado pela montadora. Embora a capacidade do bagageiro seja informada em litros nas fichas técnicas dos veículos, o número divulgado pelas fabricantes depende do padrão de aferição adotado em cada mercado.

Durante a pesquisa, o consumidor analisa a ficha técnica e se depara com a capacidade do bagageiro em litros. Mas você sabe como é feita a medição de porta-malas ou quais métodos a indústria utiliza para chegar a esse número?

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Foto: Divulgação

Os três métodos de medição de porta-malas mais comuns

Mundialmente, as fabricantes adotam três tipos de aferição: VDA, SAE e a medição completa (por líquido). A escolha do padrão varia conforme as exigências e os costumes de cada mercado automotivo.

O método VDA (sigla para Verband der Automobilindustrie, ou Associação da Indústria Automotiva Alemã) é o favorito das marcas europeias. O teste usa blocos sólidos de plástico que simulam exatamente 1 litro. Eles são empilhados no compartimento, mas sem ocupar vãos muito estreitos ou recortes irregulares. Por isso, entrega um resultado mais conservador.

O segundo padrão é o SAE (Society of Automotive Engineers), desenvolvido e aplicado pelas marcas norte-americanas. Em vez de blocos idênticos, a engenharia utiliza prismas e blocos de tamanhos variados para simular bagagens reais.

Por fim, a aferição completa é a mais “otimista” de todas. O método calcula o volume bruto do bagageiro como se ele fosse preenchido por água, aproveitando cada milímetro cúbico. Isso eleva a litragem final na comparação com os outros formatos.

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Qual é o padrão utilizado no Brasil?

O mercado brasileiro não exige uma regulamentação unificada para a medição de porta-malas. Embora o padrão VDA sirva como base técnica para a maioria, as montadoras têm liberdade para escolher o índice que preferirem.

Essa brecha permite que as marcas adotem a estratégia que mais valorize o produto. Um caso emblemático aconteceu com o Chevrolet Onix Plus em 2022, que “ganhou” 31 litros extras de porta-malas sem alterar um milímetro de metal.

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Até então, a GM divulgava o volume do sedã pelo método SAE, que exige que a tampa do compartimento seja fechada durante o teste. Ao migrar para a homologação VDA – que dispensa o fechamento da tampa -, os engenheiros conseguiram acomodar mais blocos nas áreas superiores. Assim, a capacidade saltou de 469 para 500 litros.

Conhecer o critério adotado pela marca ajuda a entender o tamanho real do veículo. Contudo, lembre-se: o desenho das caixas de roda, a largura da boca de carga e os recortes internos importam tanto quanto a litragem na hora de acomodar as malas.

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