Apelidado como a Suíça Brasileira devido ao seu clima e altitude, o distrito de Monte Verde, localizado na cidade de Camanducaia, no Sul de Minas, a aproximadamente 430 km de Juiz de Fora, passará a cobrar uma taxa para visitantes. A medida tem início no dia 1º de julho e não está relacionada ao tempo de permanência no distrito, mas sim com o veículo usado pelos turistas.
Um sistema automatizado fará a leitura automática das placas dos automóveis ao entrarem no distrito e o pagamento poderá ser realizado por um site, que será disponibilizado em 1º de julho, além também em pontos físicos.
Veículos de moradores de Monte Verde, de Camanducaia e dos municípios vizinhos de Extrema, Itapeva e Cambuí serão reconhecidos automaticamente pelo sistema e não precisarão pagar a taxa. O mesmo será válido para automóveis de trabalhadores, empresas locais, veículos oficiais e categorias consideradas prioritárias ou essenciais. Carros de aplicativo e veículos turísticos terão de pagar a taxa normalmente.
O cálculo para a cobrança da taxa é baseado na “Unidade Fiscal Municipal” (UFM). Segundo a tabela, um UFM seria o equivalente a R$ 4,60. Enquanto as motocicletas pagarão um UFM, os ônibus pagarão 16 UFMS:
- Motocicleta: R$ 4,60;
- Carro de pequeno porte: R$ 9,20;
- Carro utilitário (caminhonetes): R$ 13,80;
- Vans e veículos de excursão: R$ 32,20;
- Micro-ônibus e caminhões: R$ 46;
- Ônibus: R$ 73,60.
A aplicação da taxa foi aprovada pela Câmara dos Vereadores de Camanducaia em dezembro de 2024 e regulamentada pela prefeitura do município no último mês de maio. A ideia é que os recursos arrecadados sejam investidos em investidos em Monte Verde, após serem descontados os custos de operação e cobrança.
Do total, 35% das arrecadações da taxa de preservação ambiental (TPA) deve ficar para a coleta de resíduos sólidos; o resto será usado em manutenção urbana, em limpeza de áreas verdes e parques e em projetos de sustentabilidade.
O distrito de Monte Verde tem interesse turístico tanto pelas belezas naturais da Mata Atlântica e da Serra da Mantiqueira, que permitem a realização de trilhas e o turismo de aventura, quanto pela sua arquitetura e gastronomia.
*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy

