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Caparaó Mineiro: conheça o Alto Caparaó, um dos guardiões do Parque Nacional do Caparaó

Caparaó Mineiro: conheça o Alto Caparaó, um dos guardiões do Parque Nacional do Caparaó
Caparaó Mineiro: conheça o Alto Caparaó, um dos guardiões do Parque Nacional do Caparaó
Tribuna foi convidada a conhecer o Caparaó Mineiro e inicia série de reportagens sobre o destino (Foto: Patrick Arley/ Instituto Mundu)
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Dividida entre Minas Gerais e Espírito Santo, a Região do Caparaó reúne montanhas, cachoeiras, cafés especiais, gastronomia afetiva e experiências ligadas ao turismo rural. Do lado mineiro, encontramos o Alto Caparaó, município situado a 997 metros de altitude, com quase seis mil habitantes e guardião de uma das entradas do Parque Nacional do Caparaó. A combinação entre elevada altitude e relevo acidentado garante o clima frio durante grande parte do ano, atraindo turistas, viajantes e apaixonados pela produção cafeeira.

A história e as experiências em Alto Caparaó são o ponto de partida da série de reportagens sobre o Caparaó Mineiro. A convite do Instituto Mundu, a Tribuna viajou em um roteiro turístico realizado durante quatro dias. A rota apresentada no jornal percorrerá ainda os municípios de Caparaó, Espera Feliz e Alto Jequitibá, além de sítios de cafés especiais e as histórias de pessoas envolvidas no cultivo destas terras.

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Do nome e da história

Em Alto Caparaó, os significados atribuídos à origem de seu nome também estão entre uma divisa, na linha invisível da lenda e da história, do real e da ficção. São também duas as histórias, ambas coexistindo, se misturando e sendo repassadas às novas gerações. Conta uma delas, de origem indígena, que o nome significa “Águas que Rolam das Pedras”, certamente por suas inúmeras formações rochosas e rios que desaguam em cachoeiras.

Outra lenda relata que havia por ali, na região, especificamente dentro da área do parque, um boi enfurecido chamado Ó. Medindo forças, três boiadeiros subiram a serra para tentar laçá-lo. Para provar a façanha, os homens caparam o bicho e voltaram contando que “Caparam o Ó!”.

O encontro dessas histórias revela tanto a presença de indígenas no território como também a chegada das pessoas vindas das cidades brasileiras e de imigrantes estrangeiros, que compartilhavam a vontade de construir moradia e cultivar a terra. Dessas histórias remontam as lutas pela preservação da natureza juntamente da cultura cafeeira e da agricultura familiar de subsistência.

Patrick Arley/ Instituto Mundu

Caminhe pelo Parque Nacional do Caparaó

O Parque Nacional do Caparaó estende suas raízes pelo território mineiro e capixaba. Além de abrigar o Pico da Bandeira, o terceiro mais alto do país, com 2.892 m de altitude, também conserva parte da Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos do mundo. Atualmente a área de conservação é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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Entre matas, trilhas, cachoeiras e mirantes, muitos são os roteiros para exploração turística do Circuito Pico da Bandeira, mesmo quando não há a possibilidade de chegar ao grande chamariz, o pico que dá nome ao passeio, situado em território capixaba. Além dos trechos percorridos a pé, também há a possibilidade de alcançar os pontos mais elevados com o transporte realizado por um veículo esportivo, oferecido frequentemente pelo guia turístico.

Logo adiante a portaria do Parque, a cerca de 600 metros, está a Cachoeira Vale Verde, por onde corre o Rio Caparaó e se formam piscinas naturais de águas cristalinas e de tons esverdeados circundadas pela mata fechada. Ao redor, há estrutura para receber turistas, principalmente famílias que acompanham crianças, como banheiros, mesas, bancos e bebedouros. Os visitantes devem levar sacolas plásticas para recolher o lixo gerado durante a permanência no local, pois não há lixeiras distribuídas pelo parque.

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Seguindo o percurso, estão atrações como a Mirante do Jacú (500 m), a Gruta do Jacú e o Mirante do José Pedro (1.820 m). Para além do encontro na natureza, a rota também é ideal para aqueles que queiram praticar trilhas, trekking e corrida. Ainda mais adiante, encontramos mais um ponto especial: o Mirante da Cachoeira Bonita (1.936 m), com vista para a mata e para a cachoeira formada pelo Rio José Pedro, um divisor dos estados de Minas e Espírito Santo com águas geladas, mas convidativas a um breve mergulho. O roteiro termina no Mirante da Tronqueira (1.936 m), que conta com área de acampamento e estrutura de apoio aos turistas.

Melhor risoto brasileiro está no Alto Caparaó

Experiências gastronômicas especiais também estão presentes no Alto Caparaó. No restaurante Serrano, localizado no Bairro da Bela Vista, recomenda-se experimentar o “Risoto Caipira”, um prato que homenageia as tradições e sabores da cozinha mineira. Especial não somente por ser um prato delicioso, mas devido à conquista do primeiro lugar na etapa regional da Coppa del Risotto da FIC Brasile MG, em 2024.

Criado pela Chef Rosângela Oliveira, o “Risoto Caipira” traz frango caipira servido com quiabos salteados e couve crocante. Para acompanhar a delícia, uma taça de vinho forma um par irresistível diante do clima frio do município.

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Risoto Caipira ganhou o primeiro lugar na etapa regional do Coppa del Risotto (Foto: Patrick Arley/ Instituto Mundu)

Para levar as terras alto caparoenses consigo

Esbanjando hospitalidade e afeto, o Empório Alto Caparaó oferece cafés, refeições, porções, lanches e drinks artesanais. Dentre os pratos especiais da casa, estão a canjiquinha com linguiça e as pizzas de diversos sabores, ambos servidos quentinhos bem rapidamente.

De parada obrigatória para todo viajante que se lança às terras alto caparoenses e deseja levar um pouco da experiência consigo, o Empório oferta prateleiras e bancadas recheadas de cafés especiais, chocolates com café, licores, cachaças e queijos produzidos no município e na região, além de lembrancinhas como canecas, chaveiros, bonés e camisetas.

 

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