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Alimentação no verão: dicas e cuidados

Por Alice Amaral

20/01/2021 às 14h56 - Atualizada 21/01/2021 às 20h05

Foto: Gadin/Pixabay
Foto: Gadin/Pixabay

Olá, internautas! O verão chegou e nós temos que ajustar a dieta para manter o corpo saudável (ouça meu programa na Rádio CBN). Nesta estação ocorre diminuição do metabolismo basal (energia gasta para manter as funções vitais), ele está mais lento do que no inverno (época em que o organismo gasta mais energia para se manter aquecido).

Por isso, precisamos ingerir menos calorias do que no inverno. Entretanto, temos que nos atentar para não fazer jejuns muito prolongados, uma vez que esse calor inibe a fome e aumenta a perda de líquidos e minerais devido à transpiração excessiva.

Outro fator importante é que nesta época ocorre um aumento da temperatura corporal, prejudicando a circulação sanguínea e favorecendo a retenção de líquido. Com isso, é comum que os pacientes sintam náuseas, tonteiras, cansaço, desmaios e câimbras.

Cardápio especial

Para evitar todos esses problemas e ficar bem no verão é importante manter hábitos alimentares saudáveis.

Nesse período, a digestão fica lenta, porque o estômago recebe menos energia que é enviada pelo cérebro para os outros órgãos manterem a temperatura corporal. Temos que investir em alimentos de fácil digestão, como frutas, legumes, verduras e carnes magras. Manter o corpo hidratado é o pulo do gato, aumentado à ingestão de líquido.

Outra dica é não esperar sentir sede para beber água, pois quando isso ocorre o seu corpo já está desidratado. Com o calor e o aumento da transpiração, a gente perde além da água, sais minerais. Na hora de repor, não basta beber apenas água, pois é preciso repor esses nutrientes. A água de coco é fantástica. É o alimento número um desse verão.

Os chás gelados (termogênicos, calmantes, anti-inflamatórios, digestivos e com funções oxidantes) também são boas opções.

É fundamental destacar que a desidratação, além de alterar o funcionamento do organismo, pode causar a diminuição da pressão arterial, alteração no coração, perda da coordenação motora, confusão mental e levar até a morte. E lembre-se, as crianças e os idosos, que são mais suscetíveis à desidratação.

Além disso, é preciso evitar:

Refeições muito pesadas, principalmente à noite;

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Excesso de sal para não ter retenção hídrica;

Bebidas muito açucaradas, como, por exemplo, refrigerantes e sucos industrializados;

Bebidas alcoólicas;

Alimentos ultra processados;

Maioneses e molhos, que devido à alta temperatura favorecem a proliferação bacteriana aumentando o risco de gastroenterite e intoxicação alimentar.

Outras dicas

Para quem tem dificuldade em beber água, uma opção são as águas saborizadas.

Legumes, verduras e frutas são sempre bem-vindos. Temos que dar preferência aos da estação. Além de serem mais fáceis de comprar, são mais baratos. Se possível, dê preferência aos orgânicos.

Variar o cardápio também é imprescindível para não ficar monótono e repor os nutrientes. Cada alimento tem um nutriente diferente e precisamos dessa combinação para manter o corpo em equilíbrio.

Chás

Para quem tem problema de insônia, o chá de mulungu é fantástico e pode até substituir os remédios mais fortes.
Outras opções são os de Camomila, Passiflora, Erva Cidreira, Maracujá, Maçã e Hibisco. Neste caso, dê preferência a erva.

Café

O café tem uma ação oxidante e ajuda na concentração, na prevenção da diabetes e no tratamento do Alzheimer, mas sempre em doses terapêuticas.

Pacientes com anemia, hipertensão, grávidas ou crianças de baixa idade, não devem fazer o uso, ou consumir de maneira muito moderada.

Três xícaras pequenas é o máximo que deve ser ingerido por dia. O excesso de café causa insônia (à noite), diminuição da absorção de ferro e aumentar a excreção urinária de cálcio.

Alice Amaral

Alice Amaral

Médica - Título de Especialista em Nutrologia – RQE 9884 - Título de Especialista em Medicina do Esporte – RQE 9895 - Título de Medicina Física e Reabilitação - RQE 44090

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