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Jejum intermitente. Saiba como fazer e os benefícios

Por Alice Amaral

10/02/2021 às 19h04 - Atualizada 10/02/2021 às 19h05

Olá, internautas, tudo bem?

O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos em um determinado período de tempo e usado por várias finalidades, como religiosa ou medicinal, por exemplo.

Além de ajudar na desintoxicação do organismo, ele apresenta vários benefícios. Uma pesquisa realizada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que 40 % dos brasileiros tiveram aumento de peso na pandemia. Esse dado é muito preocupante e se deve ao fato de que as academias ficaram fechadas (em algumas cidades ainda estão), além do consumo de ‘fast-food’, que também cresceu nos últimos meses. Então, com o sedentarismo aliado à má alimentação, o resultado não poderia ser outro.

É importante destacar que obesidade é uma epidemia, de caráter mundial, que por sua vez é fator de risco para hipertensão arterial, diabetes e câncer. É uma boa opção para quem quer emagrecer é o jejum intermitente. Recente pesquisa realizada pelo American Journal of Clinical Nutrition concluiu que além de ser eficaz para emagrecer, o jejum ajuda na saúde metabólica e aumenta a expectativa de vida. É preciso destacar que não fomos criados para fazer lanchinhos de 3 em 3 horas. Os nossos ancestrais ficavam longos períodos sem comer. Na era paleolítica os homens caçavam e jejuavam, alternando-se entre fartura e fome.

Em 2016, o biólogo japonês Yoshinori Ohsumi – que ganhou o Prêmio Nobel de Medicina – mostrou que o jejum intensifica a desintoxicação do organismo, ativando o mecanismo de autodefesa das células e trazendo uma série de benefícios. Esse processo, chamado de autofagia (do grego comer a si mesmo), nada mais é do que a limpeza e reciclagem das células.

Alguns tipos de jejum intermitente:

1:1 – em que você se alimenta por um dia e no outro, ingere somente 500 calorias;

5:2 – você se alimenta cinco dias e jejua dois, consumindo também 500 calorias;

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6:1 – jejua um dia por semana e só toma líquido;

O mais comum, que tem ganhado adesão, é o 16:8 que consiste em ficar 16 horas sem comer, incluindo o período do sono, e comer nas 8 horas restantes do dia.

Dificuldades:

Devido às poucas refeições diárias, o paciente pode sentir um pouco de fome no início, além de irritabilidade.

Benefícios:

Os benefícios são muitos. Além do emagrecimento, ele melhora a regulação da glicose, aumenta a resistência ao stress, diminui a inflamação, ajuda no tratamento de doenças crônicas (como obesidade e diabetes), doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, melhora o desempenho físico e mental, retarda o processo de envelhecimento, aumenta à produção do hormônio do crescimento, ajuda na queima de gordura, no aumento de massa muscular, normaliza os níveis de grelina (hormônio da fome), melhora o equilíbrio, a memória e a aprendizagem.

Contra indicações:

Pessoas com baixo peso;

Mulheres grávidas em ou período de amamentação e, principalmente pacientes com passado de bulimia e anorexia.

Alice Amaral

Alice Amaral

Médica - Título de Especialista em Nutrologia – RQE 9884 - Título de Especialista em Medicina do Esporte – RQE 9895 - Título de Medicina Física e Reabilitação - RQE 44090

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