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Tribuna 40 anos: As relações comerciais do jornal ao portal

Terceiro caderno da série especial de comemoração da fundação do jornal aborda as transformações nas parcerias comerciais em meio à evolução do mercado publicitário, aos avanços tecnológicos e às novas formas de mídia e consumo


Por Gracielle Nocelli, repórter

06/06/2021 às 06h40- Atualizada 19/06/2021 às 18h02


Tribuna 40 anos – As relações comerciais do jornal ao portal

 

Contar a trajetória da Tribuna de Minas ao longo dos últimos 40 anos é, também, falar sobre a história do mercado publicitário e das marcas de Juiz de Fora. Em quatro décadas, foram muitas transformações, do impresso à internet, que se refletiram nas relações comerciais e na forma de se pensar e fazer publicidade. As inovações criadas pelas agências, o posicionamento dos anunciantes frente ao público e as adaptações do departamento comercial do jornal estão registradas nas edições da Tribuna, na história de Juiz de Fora.

A primeira edição, publicada no dia 1º de setembro de 1981, ainda em preto e branco, trouxe publicidades de bancos, imobiliárias, construtoras, hospitais, setor automotivo, restaurantes, instituições de ensino, lojas e serviços locais, embriões de parcerias que se desenvolveram ao longo do tempo.

Ainda na edição de estreia, foi realizada a primeira ação de marketing com empresas da cidade. Na página 8, o leitor podia destacar cupons de desconto para serem utilizados nas lojas Zappa, City, Marabá, Kalakauá, Casa Orion e Metalúrgica Scio.

Outra estratégia publicitária foi o anúncio da própria marca com direito à resposta. Em uma página inteira, a Tribuna de Minas se apresentou ao público juiz-forano com a mensagem: “Muito prazer. A partir de agora, estamos juntos para sempre.”

Em outra página, utilizando a mesma identidade visual, veio a resposta: “O prazer é nosso”, assinada pelos hospitais Ana Nery e Bom Pastor, Cotrel, Casa de Saúde Esperança, Centro de Radioterapia e Medicina Nuclear e as clínicas de Psicologia e Eletroencefalografia e São Domingos.

 

 

“Recebemos, hoje, demandas espontâneas de empresas digitais de diferentes lugares do país que querem anunciar no nosso portal”
Márcia Neves
Diretora-geral da Rede Tribuna de Comunicação

 

 

 

“Era praticamente uma venda passiva, o que pode ser entendido pelo contexto da época e a inexistência de outras mídias impressas. A principal demanda do nosso caderno de classificados, por exemplo, vinhas das imobiliárias e do setor automotivo”
Suzana Neves
Diretora-presidente da Rede Tribuna de Comunicação

 

 

 

As parcerias firmadas nos anos iniciais do jornal aconteciam, muitas vezes, de forma espontânea, como explica a diretora-presidente da Rede Tribuna de Comunicação, Suzana Neves. “Era praticamente uma venda passiva, o que pode ser entendido pelo contexto da época e a inexistência de outras mídias impressas”, avalia. “A principal demanda do nosso caderno de classificados, por exemplo, vinhas das imobiliárias e do setor automotivo. Tínhamos o rádio e a TV na cidade, mas era o impresso que permitia o maior detalhamento desses produtos.”

Estratégia publicitária: a Tribuna se apresentou ao público juiz-forano com a mensagem “Muito prazer. A partir de agora, estamos juntos para sempre.” Em outra página, a resposta: “O prazer é nosso”, assinada pelos anunciantes parceiros

Transformações no meio publicitário

No decorrer do tempo, muitas transformações aconteceram. O mercado publicitário se profissionalizou, Juiz de Fora acompanhou a chegada de cursos superiores na área de publicidade e propaganda, e foi concebida uma nova forma de trabalho. “A década de 1980 ainda era um período romântico da publicidade. Os profissionais tinham um estilo mais contemplativo, e as agências eram a ponte entre clientes e veículos”, explica o publicitário e professor do Centro Universitário Academia (UniAcademia), Tarcízio Dalpra Júnior.

Segundo ele, com a formação de novos profissionais e a expansão do número de agências na cidade, essa forma de trabalho mudou. “Hoje nem esse nome ‘agência’ cabe mais, pois elas não fazem só essa ligação entre cliente e veículo, não mais apenas agenciam. Elas são responsáveis por definir estratégias.”

“A determinação do jornal de prestar serviço, de um lado, e os altos custos dessa prestação, de outro, leva à consequência de se cultivar as melhores relações com leitores, assinantes, anunciantes e agências”

Afonso Ribeiro Cruz
Então superintendente da Tribuna

 

Paralelamente a essas mudanças, o departamento comercial do jornal também se reestruturou para a adaptação de um novo contexto, que inclui, além das transformações no mercado publicitário, as novas tecnologias e as mudanças nas formas de consumo do público, que passou a buscar por mais informações sobre os produtos e as empresas.

Na era digital, a Rede Tribuna de Minas de Comunicação acompanha uma movimentação semelhante à ocorrida nos anos iniciais com o jornal impresso. “Recebemos, hoje, demandas espontâneas de empresas digitais de diferentes lugares do país que querem anunciar no nosso portal”, afirma a diretora-geral, Márcia Neves, destacando a similaridade com o passado, mas o diferencial da quebra da barreira geográfica propiciada pela internet.

Esse terceiro caderno da série especial de comemoração pelos 40 anos da Tribuna de Minas convida os leitores a conhecerem as transformações nas relações comerciais por meio das memórias, das atuais rotinas de produção e das projeções desse cenário para os próximos anos.

Edição Zero da Tribuna trazia, na página 4, o trabalho da gerência comercial com os corretores autônomos e agências de publicidade da cidade, além da cobertura do evento realizado para anunciar a criação da Tribuna de Minas ao mercado publicitário local

 

“Uma linha de respeito mútuo”

Um mês antes da circulação da primeira edição impressa da Tribuna de Minas, em agosto de 1981, foi realizada uma publicação especial sobre o lançamento do jornal. Nesta “edição zero”, foram apresentadas as propostas e o posicionamento do novo veículo de imprensa de Juiz de Fora.

O trabalho da gerência comercial e a intenção de criar uma relação de “respeito mútuo” junto aos corretores autônomos e às nove agências de publicidade existentes na cidade, naquela época, foram detalhados na página 4. Nela também é apresentada a cobertura de evento realizado para anunciar a criação da Tribuna de Minas ao mercado publicitário local.

Na ocasião, o então diretor-presidente e fundador do jornal, Juracy de Azevedo Neves, e o superintendente, Afonso Ribeiro da Cruz, falaram sobre o cenário do mercado da comunicação na região e destacaram a chegada da Tribuna de Minas como opção para os anunciantes.

Desafios

Em entrevista concedida à reportagem, Afonso Ribeiro Cruz, também conhecido como Professor Cruz por ser docente emérito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), relembrou os desafios dessa fase inicial. “Implantar um jornal e sustentá-lo nunca foi fácil”, afirma. “Lançamos mãos de todos os expedientes possíveis para implantar nossa Tribuna e captar publicidade: agências, rádio, cartas, cartazes, folders, representantes locais, distribuição inicialmente gratuita e tudo mais.”

Dentre os desafios, ele destaca o que chama de “equação econômica”. “Em termos bem simples, assim se estabelece a equação: os custos do jornal são altos, constantes e crescentes. Já os recursos da publicidade são raros, inconstantes, aleatórios e, frequentemente, recessivos”, explica. “Todo jornal pretende prestar um serviço. Entretanto, a publicidade deve ser a fonte primária de recursos para a solução, quase impossível, da equação econômica do jornal.”
Por isso, Professor Cruz pondera a importância dos relacionamentos com os diferentes públicos. “A determinação do jornal de prestar serviço, de um lado, e os altos custos dessa prestação, de outro, leva à consequência de se cultivar as melhores relações com leitores, assinantes, anunciantes e agências.”

O cultivo desses bons relacionamentos tem pautado a trajetória desde o início. Na “edição zero” da Tribuna de Minas, o primeiro gerente comercial, Francisco de Paula Cabral, falou sobre a postura que seria adotada. “Durante toda esta fase de planejamento, procurei deixar bastante clara a posição de toda a equipe do jornal diante do profissional da publicidade: respeito. É bom que todos saibam que a empresa está buscando o maior relacionamento possível com estes profissionais, sem contudo abrir mão de sua isenção jornalística.”

Em seguida, afirma: “Em todos os contatos que mantive com gerentes de agências de publicidade ou mesmo com os corretores autônomos, pude perceber sempre a preocupação sobre a linha a ser adotada pelo jornal. E a minha resposta – uma linha de respeito mútuo – foi sempre a mesma.”

No evento de lançamento para os publicitários, o fundador do jornal, Juracy Neves, e o superintendente, Afonso Cruz, falaram sobre o cenário do mercado da comunicação na região e destacaram a chegada da Tribuna de Minas como opção para os anunciantes

 

Premissa inicial segue como base para relações duradouras

Grupo Bahamas é um dos anunciantes mais antigos da Tribuna

Quarenta anos depois, o departamento comercial da Rede Tribuna de Comunicação – que, além do impresso, engloba o portal Tribuna de Minas e as rádios Mix e Transamérica – , segue a mesma premissa. “O nosso relacionamento com anunciantes e agências de publicidade é excepcional. Mantemos uma interação muito forte com o mercado”, diz Luiz Carlos Lyra.

Segundo ele, além do empenho no trabalho de captação dos anunciantes, há um acompanhamento próximo no período pós-venda. “Nós nos preocupamos com os resultados das campanhas para os anunciantes. Entendemos que esse pós-venda é um momento muito importante.”

Diante da premissa do respeito mútuo e do cultivo de bons relacionamentos, parcerias duradouras foram criadas. Um exemplo dessas relações foi desenvolvido com o Grupo Bahamas, um dos anunciantes mais antigos. “Desde o início do nosso trabalho de publicidade da rede, sempre enxergamos o potencial da Tribuna e a sua força para contribuir com a nossa imagem e a nossa aproximação com o público”, diz o gerente de marketing do Grupo, João Paulo Rodrigues.
Segundo ele, a parceria colaborou para a construção da marca nos âmbitos institucional e comercial. “Ao longo dos anos, conseguimos nos posicionar enquanto a empresa cidadã que somos, que atua sempre ao lado da sociedade para o bem comum, através de diversas iniciativas como o Troco Solidário, a Copa Bahamas, dentre outras. Sempre tivemos o apoio da Tribuna para divulgar o que, de fato, faz bem para todos e ajuda a nossa região a crescer e prosperar.”

Por outro lado, João Paulo destaca que o veículo também se tornou uma “vitrine” para as campanhas comerciais. “Isso nos permitiu atingir o público e mostrar nossos diferenciais, fazendo com que a rede capitalizasse para reinvestir em seu crescimento.”

Enquanto anunciante de longa data, o Grupo Bahamas também precisou se adaptar às mudanças no mercado e na comunicação. Foram anúncios e encartes no impresso, banners e publieditoriais no portal, publicidades veiculadas nas rádios. “Nossas estratégias são definidas com base no perfil de consumo, nos momentos de compra de cada cliente e no orçamento destinado às nossas bandeiras. Por isso, estamos sempre diversificando as maneiras de nos comunicarmos”, explica João Paulo. “Sabemos do potencial do digital e da força do impresso e, também, que os consumidores trafegam pelos dois, por isso os enxergamos de formas complementares, com estratégias multicanais.”

 

“Desde o início do nosso trabalho de publicidade da rede, sempre enxergamos o potencial da Tribuna e a sua força para contribuir com a nossa imagem e a nossa aproximação com o público. Sabemos do potencial do digital e da força do impresso e, também, que os consumidores trafegam pelos dois, por isso os enxergamos de formas complementares”
João Paulo Rodrigues
Gerente de marketing do Grupo Bahamas

 

A era de ouro dos classificados

Houve um tempo em que os leitores da Tribuna aguardavam o jornal impresso, sobretudo as edições de domingo, para terem acesso ao volumoso caderno de classificados. “Vivemos essa época de ouro dos classificados, que tinham uma grande procura dos anunciantes e gerava muito interesse dos leitores”, diz Suzana Neves. “O caderno era o único meio de vendas, não existiam as plataformas digitais, e a Tribuna, ao se consolidar como principal mídia impressa da cidade, liderou esse mercado”, analisa Márcia Neves.

As principais demandas sempre foram de imóveis e veículos, que chegaram a originar as seções “Carro & Cia” e “Casa & Cia”. A importância do caderno foi identificada desde o início pelos fundadores do jornal. “O nosso caderno de classificados se inseriu na determinação de serviço comunitário e gerador de renda. Juracy muito prezava esse verdadeiro veículo de recursos, se não suficientes, por certo, nada desprezíveis”, assegura Afonso Ribeiro Cruz.

 

“A Souza Gomes nasceu junto com a Tribuna. Não anunciar no jornal era impossível para um negócio que dependia de atingir uma massa de uma só vez, todos os dias com novas possibilidades de negócio”
Diogo Souza Gomes
CEO da Souza Gomes Imóveis

 

A realidade vivida pelo caderno local mantinha semelhanças com o que foi visto no cenário nacional, como compara o editor geral da Rede Tribuna de Comunicação, Paulo César Magella. “Como não havia internet e redes sociais, era a principal opção de negócios e ponto de referência dos leitores”, analisa. “O Jornal do Brasil, no seu melhor momento, chegou a colocá-lo na primeira página, como uma frame em L. Já na concepção da Tribuna, houve o entendimento de incrementá-lo – sobretudo por conta da compra, venda e aluguel de imóveis, o que ocorre até hoje – também para pequenos negócios.”

A reação do mercado

A consolidação do caderno de classificados ocorreu de forma conjunta a muitas imobiliárias da cidade, o que também contribuiu para a realização de parcerias que seguem firmes até hoje. “A Souza Gomes nasceu junto com a Tribuna. Não anunciar no jornal era impossível para um negócio que dependia de atingir uma massa de uma só vez, todos os dias com novas possibilidades de negócio”, relata o CEO da imobiliária, Diogo Souza Gomes.

Relembrando que a parceria teve início desde a primeira edição impressa da Tribuna de Minas, ele fala sobre o auge vivido pelo caderno de classificados. “Essa época foi fantástica para o mercado imobiliário. A grande referência para o cliente era esperar o jornal de domingo para saber de todas as novidades disponíveis.”

No decorrer dos anos, esta relação se fortaleceu. “Hoje continuamos com a Tribuna, além do impresso, agora incluímos as suas mídias digitais. Já fizemos campanha no portal e publieditorial sobre os mais diversos temas, pois acreditamos muito na educação como forma de atração de negócios. Os publieditoriais ainda são essa ponte entre o consumidor e o produto final, gerando a demanda antes da oferta.”

 

“Sempre anunciamos no caderno de classificados, chegamos a ter dez páginas diárias. Até hoje fazemos questão de manter essa presença, pois existe um público mais tradicional, que se identifica com a nossa empresa, que é formador de opinião e gosta de ler o jornal impresso”
Geraldo Rezende
Diretor da Rezende Imóveis

 

O diretor da Rezende Imóveis, Geraldo Rezende, também narra as adaptações como anunciante há 40 anos ininterruptos. “Sempre anunciamos no caderno de classificados, chegamos a ter dez páginas diárias”, recorda. “Até hoje fazemos questão de manter essa presença, pois existe um público mais tradicional, que se identifica com a nossa empresa, que é formador de opinião e gosta de ler o jornal impresso.”

Mas essa presença se expandiu para outros canais. “Fazemos diversos tipos de anúncio no portal Tribuna de Minas: banners, publieditoriais, classificados on-line, entrevistas com o César Romero”, elenca Geraldo. “Atualmente fazemos anúncios diários no TMZAZ.”

A Savi Imóveis também iniciou a parceria com a Tribuna desde a sua criação. Para o CEO Luiz Procópio, isso contribuiu para o crescimento e o fortalecimento da marca. “Através dos anúncios, somos vistos e podemos divulgar nosso trabalho. Ganhamos credibilidade, nos afirmamos no mercado e mostramos nossa identidade”, avalia. “O retorno dessa parceria é sempre positivo, pois a Tribuna, ao longo desses 35 anos de fundação da Savi, se tornou um patrimônio de Juiz de Fora, fazendo parte do cotidiano da cidade e do cidadão juiz-forano.”

Ele compara os anúncios com cartões de visita que têm maior alcance. “Através deles, divulgamos as opções de locação e venda dos imóveis administrados pela Savi. A Tribuna possibilitou ampliar a visibilidade do nosso negócio.”

 

“O retorno dessa parceria é sempre positivo, pois a Tribuna, ao longo desses 35 anos de fundação da Savi, se tornou um patrimônio de Juiz de Fora, fazendo parte do cotidiano da cidade e do cidadão juiz-forano”
Luiz Procópio
CEO da Savi Imóveis

 

 

 

Coluna Cesar Romero: um espaço aberto à divulgação da cidade

A Coluna Cesar Romero nasceu em 1976 com a proposta de inovar o conteúdo e atrair novos leitores para o “Diário Mercantil”, principal jornal impresso de Juiz de Fora na época, que encerrou suas atividades em 1983.
A chegada à Rede Tribuna de Comunicação, até então Grupo Solar de Comunicação, ocorreu em 1986, a convite dos fundadores, também com a proposta de participar de uma inovação: o projeto de expansão do noticiário para o cenário estadual.

O conteúdo continua após o anúncio

 

“O Cesar conta a história da cidade há 45 anos. No mercado desde a adolescência, ele é um observador da rotina da cidade, e através de sua coluna são cobradas várias ações das instâncias públicas com a garantia de retorno”

Paulo César Magella
Editor geral da Tribuna

 

Assim foi criada a Tribuna da Tarde, impresso que tinha circulação de segunda a sábado, em horário posterior ao jornal Tribuna de Minas, que era publicado de terça a domingo.

Na redação da Tribuna da Tarde, Cesar trabalhou ao lado de um time renomado. “José Carlos de Lery Guimarães, José Renato Pereira, Mário Helênio, Jorge Sanglard, Teresa Neves, João Tavares”, relembra o colunista. Segundo ele, desde a sua concepção, a seção sempre manteve a proposta de ser “um espaço informativo, de prestação de serviços e que também trazia os principais acontecimentos da cidade”.

Reconhecimento

De acordo com Afonso Ribeiro Cruz, as colunas sociais eram chamarizes de anunciantes e leitores, capazes de dar maior visibilidade aos jornais. Sobre a seção de Cesar Romero, destaca: “ele se tornou uma preciosa referência”.
Para Paulo César Magella, a seção permitiu registrar as alterações no perfil social de Juiz de Fora. “O Cesar conta a história da cidade há 45 anos. No mercado desde a adolescência, ele é um observador da rotina da cidade, e através de sua coluna são cobradas várias ações das instâncias públicas com a garantia de retorno.”

O reconhecimento veio do público leitor, das agências de publicidade e dos anunciantes, que sempre buscaram o espaço para divulgar suas marcas. “É extremamente gratificante ter esse retorno positivo ao meu trabalho. Sempre procurei inovar e mesclar gerações, abrindo espaço para novos leitores, prestigiando projetos de novos artistas e empresários. Sempre com a preocupação de informar com precisão e credibilidade”, diz Cesar.

Dentre as publicações que marcaram a coluna, ele relembra com carinho a foto da cantora Ana Carolina, em 1993. “Foi a primeira imagem dela na imprensa. A legenda era que ela estava despontando como um dos novos talentos da cidade”, conta. “Hoje é muito bom vê-la como uma das maiores intérpretes do Brasil. A coluna sempre quis ser um espaço aberto à divulgação e à valorização das pessoas e dos negócios da cidade.”

Cesar Romero: uma preciosa referência em Juiz de Fora

Desdobramentos

O sucesso da coluna propiciou o desdobramento em eventos de sucesso, como a Feijoada do Cesar Romero, realizada durante 27 anos ininterruptos, desde 1993. “Começou como uma reunião entre amigos para comemorar o meu aniversário e a ideia de ter a camisa que seria o convite. Mas acabou se tornando uma tradição na cidade e chegou a reunir 2.500 pessoas em uma edição.”

Realizado sempre no primeiro sábado de junho, o evento começou a atrair o interesse de empresas que passaram a investir. “Era um ambiente de descontração e confraternização, que reunia várias atrações musicais e diferentes gerações, mas também tinha o potencial para o business. Assim, houve uma atração de anunciantes que sabiam da possibilidade de também fazer negócios.” O evento foi descontinuado em 2020 por conta da pandemia da Covid-19.

Maior amplitude e interatividade

Com os meios digitais, a coluna ultrapassou as fronteiras de Juiz de Fora. “A internet permitiu o acesso de leitores que estão fora da cidade, alguns em outros países”, avalia Cesar.

Outro aspecto positivo citado por ele é a maior interatividade com o público. “Ela também facilitou esse contato. Se antes a pessoa tinha que telefonar ou enviar uma carta à redação, agora faz um comentário no portal, manda um e-mail. Isso promoveu uma maior participação dos leitores.”

No momento, a necessidade de isolamento social para conter a disseminação da Covid-19 tem sido o principal desafio para a produção de conteúdo. “Estamos nos reinventando, pois a idade está sem vida social, sem vida oficial. Criamos um espaço para que o leitor possa contar sobre a sua rotina nessa quarentena”, exemplifica. “Nossa torcida é para que tudo isso passe logo, e possamos voltar a viver a alegria e fortalecer a nossa economia com os eventos.”

Novas tecnologias: uma caminhada de reinvenções

As novidades tecnológicas permearam os 40 anos da Tribuna de Minas e marcaram uma trajetória de reinvenções também na área comercial. Ainda nos anos 1990, as imagens coloridas no impresso contribuíram para a valorização dos espaços. “Para a coluna foi um impacto muito positivo, pois as fotos passaram a ter mais destaque”, diz Cesar Romero.

Ele lembra que foi também nessa mesma década que a Tribuna passou a investir em projetos especiais robustos. “Fizemos Cozinhas de Minas, os parques estaduais e o Museu Mariano Procópio. Esse último era uma revista que vinha em fascículos para os leitores colecionarem”, explica. “Trabalhei na parte comercial, captando apoio cultural para a viabilização. Os projetos foram muito bem-sucedidos, comercialmente e editorialmente. Foram trabalhos marcantes.”

Nos anos 2000, já em meio às transformações do mercado publicitário local, a área comercial da Tribuna também se manteve aberta às inovações criativas. “Lembro que eu me sentei ao lado do diagramador do jornal para explicar como seria a publicidade que faríamos para o Dia do Ferroviário”, conta Tarcízio Dalpra Júnior. “A ideia era ter um vagão em cada página, que mudava de posição e atravessava o meio das matérias, dando a impressão de movimento.”

 

“Fizemos Cozinhas de Minas, os parques estaduais e o Museu Mariano Procópio. Trabalhei na parte comercial, captando apoio cultural para a viabilização. Os projetos foram muito bem-sucedidos, comercialmente e editorialmente. Foram trabalhos marcantes”
Cesar Romero
Colunista social

 

Segundo ele, o anúncio, que foi finalista do prêmio da Associação Nacional de Jornais, é um dos exemplos da abertura dada pelo jornal à criação dos publicitários. “Mexer numa grade de TV ou rádio é mais difícil. O impresso nos dá essa possibilidade, e a Tribuna sempre abriu esse espaço para as agências.” Tarcízio destaca, ainda, a relevância dessa proximidade em meio às transformações vividas pelas áreas de comunicação e publicidade. “Independentemente da mídia ou dos recursos tecnológicos usados, a publicidade segue com seu princípio básico de envolver e seduzir. Precisamos de criatividade.”

O professor pondera que, por isso, é preciso encontrar o meio termo na hora de criar. “Nessa virada tecnológica, precisamos de profissionais técnicos e capazes de desenvolver anúncios de forma rápida e múltipla, mas não podemos perder o esmero pela narrativa, pelo artístico.”

Estratégia de rede

Uma das principais reinvenções ocorreu com o advento das mídias digitais. Para Tarcízio, neste novo cenário, não se deve mais “lançar” uma mensagem e esperar que ela atinja os consumidores. “O jogo de boliche acabou. Agora a realidade seria mais parecida com o pinball, eu lanço a mensagem, e ela deve bater no impresso, no site, nas rádios, nas redes sociais”, explica. “É preciso ter o controle dessa mensagem para que ela chegue a todos os públicos.”
É em meio a essa convergência midiática que houve mais uma reinvenção na história da Tribuna. A marca do impresso assumiu o seu protagonismo e, assim, o Grupo Solar de Comunicação tornou-se a Rede Tribuna de Comunicação. “Nos últimos anos, encaramos o desafio de estar presente em novas plataformas, produzindo diferentes tipos de conteúdo para levar a informação ao público em diferentes lugares. Somos mais do que um grupo, estamos conectados em rede”, afirma Suzana Neves.

Márcia Neves explica que a nova proposta também reconhece a história das últimas quatro décadas. “O crescimento e o fortalecimento da nossa rede foi possível pela história do impresso, que nos fez referência em jornalismo. Por isso, celebramos esses 40 anos reconhecendo a marca como nome da empresa.”

Adaptação

Nesta caminhada cheia de reinvenções, os anunciantes de longa data também se adaptaram, como é o caso da Unimed Juiz de Fora, parceira há 40 anos. “Até hoje, anunciamos na versão impressa e, sem dúvidas, a presença contínua da marca nas edições do jornal influenciou, e ainda contribui, de forma significativa, para o nosso sucesso”, afirma a gerente de comunicação e marketing da cooperativa, Flávia Rocha.

Com a criação do portal, a Unimed Juiz de Fora também ampliou suas publicidades para o meio digital. “Estamos em todos os canais que a Tribuna disponibiliza para chegar, com ela, a todos os públicos”, enfatiza. “Todas as campanhas e materiais são adaptados para o formato digital, e essa experiência vem nos permitindo ampliar a visibilidade e perenizar a presença da Unimed junto ao mercado.”

 

“Estamos em todos os canais que a Tribuna disponibiliza para chegar, com ela, a todos os públicos. Essa experiência vem nos permitindo ampliar a visibilidade e perenizar a presença da Unimed junto ao mercado”
Flávia Rocha
Gerente de comunicação e marketing da Unimed

 

 

 

Publicidade e informação: a abrangência dos publieditoriais

As formas de consumo também mudaram nos últimos anos. Antes de comprar um produto ou buscar por um serviço, o consumidor se informa não só sobre a qualidade do que é oferecido, mas sobre quem oferece. Compreendendo essa nova realidade, o departamento comercial da Rede Tribuna de Comunicação também se adaptou. “A informação de qualidade é o nosso diferencial, por isso, estruturamos uma área que também envolvesse o jornalismo para atender esse novo cenário”, informa o então gerente comercial da Rede Tribuna Luiz Carlos Lyra.

 

“A informação de qualidade é o nosso diferencial, por isso, estruturamos uma área que também envolvesse o jornalismo para atender esse novo cenário”
Luiz Carlos Lyra
Ex-gerente comercial da Rede Tribuna de Comunicação

 

Seguindo a tendência de grandes jornais e revistas, há cerca de cinco anos, o publieditorial passou a ser uma opção aos anunciantes. “São matérias que trazem informações relevantes ao leitor sobre um determinado assunto e que reforçam uma marca ou apresentam um produto ou serviço”, define a editora de conteúdo patrocinado, Isabel Pequeno. Além dela, que esteve à frente do Caderno Dois durante muitos anos, a equipe conta com jornalistas para a elaboração do conteúdo e para a diagramação.

Os publieditoriais trazem a oportunidade de, mais do que fazer um anúncio da marca, agregar conhecimento aos leitores. “A nossa editoria utiliza a vivência que temos do jornalismo para apurar e levar informação de credibilidade. Também utilizamos técnicas de SEO para que os textos sejam bem ranqueados no Google e tenham maior visibilidade no site.”

“Os publieditoriais são matérias que trazem informações relevantes ao leitor sobre um determinado assunto e que reforçam uma marca ou apresentam um produto ou serviço”
Isabel Pequeno
Editora de conteúdo patrocinado

Publieditoriais vão para o portal da Tribuna e também para as redes sociais, como o Facebook, chamando atenção dos internanutas

Os conteúdos são publicados no portal e no jornal impresso da Tribuna de Minas. Também recebem chamadas nas redes sociais. “O retorno tem sido surpreendente”, afirma Isabel, relembrando a resposta dos leitores a um publieditorial que trouxe informações sobre os testes para Covid-19. “Foi um assunto que despertou muito interesse do público.”

A área da saúde é, inclusive, uma das que mais demandam os publieditoriais. Isto porque, por meio dos textos, é possível esclarecer dúvidas sobre patologias, explicar as novas tecnologias que estão sendo empregadas no meio e informar sobre a prevenção e o tratamento de problemas de saúde.

 

“Estamos sempre buscando trazer para a população as incorporações tecnológicas e o que tem de mais moderno e resolutivo na assistência, tanto preventiva quanto de promoção e reparo à saúde. O modelo de publieditorial nos permite fazer isso melhor”

José Mariano Soares de Moraes
Superintendente do Monte Sinai

 

Anunciante desde a sua fundação, o Hospital Monte Sinai aderiu à nova proposta. “Tentamos acompanhar as mudanças da mídia e a evolução dos veículos e, orientados por nosso setor de comunicação, vamos nos adaptando”, diz o superintendente José Mariano Soares de Moraes.

Para ele o formato tornou-se mais atrativo. “O Monte Sinai nunca quis fazer uma publicidade ostensiva”, esclarece. “Estamos sempre buscando trazer para a população as incorporações tecnológicas e o que tem de mais moderno e resolutivo na assistência, tanto preventiva quanto de promoção e reparo à saúde. O modelo de publieditorial nos permite fazer isso melhor.”

A parceria tem sido satisfatória. “Contamos com a Tribuna – por ser um veículo sério, equilibrado – para deixar a comunidade ciente de tudo o que temos a oferecer neste sentido de solução dos problemas de saúde da população”.

 

“Para as nossas estratégias, é importante estarmos associados a um grupo que tem um histórico de seriedade, credibilidade e profissionalismo. Por outro lado, ficamos felizes que uma marca com esses predicados nos acolha e abra o espaço para a nossa divulgação”
Célio Carneiro Chagas
Diretor-presidente do Hospital Albert Sabin

 

Credibilidade

Para o diretor-presidente do Hospital Albert Sabin, Célio Carneiro Chagas, a credibilidade da Rede Tribuna é “fator primordial” para a parceria de tantos anos e o interesse em adaptar as relações comerciais às mudanças no decorrer do tempo. “Para as nossas estratégias, é importante estarmos associados a um grupo que tem um histórico de seriedade, credibilidade e profissionalismo”, afirma. “Por outro lado, ficamos felizes que uma marca com esses predicados nos acolha e abra o espaço para a nossa divulgação.” Segundo ele, é essa relação de proximidade que fez com que a equipe de marketing trabalhe em diferentes frentes.

Pelo entendimento das diretorias dos hospitais Monte Sinai e Albert Sabin sobre a parceria com a Rede Tribuna de Comunicação, o recém-criado plano de saúde Sabin-Sinai também foi incorporado nas ações de publicidade das diferentes mídias da rede.

Projetos especiais

Além das demandas dos anunciantes, a editoria de conteúdo patrocinado realiza projetos especiais que são comercializados. “Nós também criamos as demandas. O foco é sempre aprimorar o nosso trabalho para conquistar melhores resultados”, afirma Isabel.

DNA do impresso presente nas mídias digitais

O reconhecimento que o jornal impresso conquistou em 40 anos também é percebido pelas mídias digitais. O portal Tribuna de Minas registra, em média, 12 milhões de visualizações de páginas por mês. Os números nas redes sociais também são significativos. O Facebook reúne mais de 259 mil seguidores. No Instagram, são quase 90 mil, enquanto os números do Twitter e do YouTube são de 11 mil e 13 mil, respectivamente.

Por conta da relevância, o portal Tribuna de Minas está entre os veículos de imprensa do país que foram convidados para participar do Google Destaques, ferramenta que tem o objetivo de contribuir para o novo modelo de jornalismo on-line. Por meio dela, os editores podem selecionar os destaques apresentados pelo Google aos leitores.

 

“As marcas se associam a sites que tenham autoridade, credibilidade e audiência. Nos últimos anos, temos visto grandes empresas divulgarem em nosso portal”
Eduardo Valente
Editor e coordenador de internet

 

Na avaliação do editor e coordenador de internet, Eduardo Valente, o DNA de credibilidade alcançado com o impresso atingiu as mídias digitais da Rede Tribuna de Comunicação, o que abre mais oportunidades também para anúncios. “As marcas se associam a sites que tenham autoridade, credibilidade e audiência. Nos últimos anos, temos visto grandes empresas divulgarem em nosso portal.”

Márcia Neves destaca que pela ausência de barreiras geográficas, esse interesse tem chegado a empresas digitais de

O editor e coordenador de internet, Eduardo Valente, mostra as possibilidades das mídias digitais da Rede Tribuna de Comunicação

diferentes lugares do país. “É um novo modelo, e estamos construindo estratégias para alcançar os melhores resultados.”

Nesse projeto, foi firmada a parceria, este ano, com a agência Premium Programmatic, localizada em Maringá, no Paraná. “O nosso trabalho é de rentabilizar o conteúdo do portal por meio da mídia programática”, explica o gerente de contas da agência, Rafael Schindler.

Ele detalha que o trabalho consiste em fazer a ponte para otimizar o faturamento nos espaços para anúncios digitais. “É um processo, vamos conhecendo os usuários do portal e verificando quais as grandes marcas podem ter interesse. Mas mesmo sendo um trabalho recente, enxergamos um potencial muito grande no portal, que tem gerado cada vez mais interesse nas grandes empresas.”

Ainda de acordo com Márcia, a principal preocupação é “assegurar que a monetização dos espaços não interfira na experiência dos leitores do portal”.

Captação direta

Além do trabalho de mídia programática, a captação direta de anunciantes para os meios digitais segue sendo realizada pelo departamento comercial da empresa. “A nossa equipe foi capacitada para essa nova realidade”, ressalta Suzana Neves. “A venda digital é muito técnica e mensurável.”

As opções de anúncios para as redes sociais, como o Instagram, estão em fase de construção, conforme adianta Valente. “A proposta é atrair anunciantes para este espaço que dialoguem com o perfil da nossa audiência.” Dessa forma, as relações comerciais da Rede Tribuna de Comunicação mostram-se em constante evolução, adaptação e crescimento, prezando pelo bom relacionamento com os diferentes públicos.

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