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Valeu, galinhos!

Por Juliana Netto

16/01/2020 às 07h10 - Atualizada 16/01/2020 às 09h12

Tarde de segunda-feira, quando Tupi e Athletico-PR duelavam pela terceira fase da Copinha. Pelo time de Juiz de Fora, rebaixamento da equipe principal ao Módulo II do Mineiro, má campanha na Série D, imbróglio judicial na sucessão presidencial e todo um clima muito desfavorável. Do lado contrário, um clube do Sul bem mais famoso, com uma estrutura invejável e detentor, inclusive, do título da Copa do Brasil com sua equipe principal.

Obviamente, pelo abismo que separa as equipes, a tendência era de que o Furacão atropelasse nossos garotos do Galinho. Em campo, no entanto, o time de Santa Terezinha deu trabalho – assim como dificultou a vida de Bahia, XV de Piracicaba, Primavera e Gama – este eliminado pelas defesas do goleiro Davyd. Por um momento, da redação da Tribuna, chegamos a acreditar em uma nova eliminação do rubro-negro paranaense pelo time de Juiz de Fora, tal como aconteceu na Copa do Brasil de 2015 (com o nostálgico gol de Daniel Morais em plena Arena da Baixada).

Mesmo com a eliminação, foram muitos os comentários positivos deixados nas matérias da Tribuna referentes ao Campeonato de Juniores. Comentários que mostram que a base do Alvinegro, mesmo que não seja de fato montada aqui, uma vez que a maioria dos atletas são empresariados e não formados no Tupi, fez o torcedor Carijó sentir o orgulho de outrora, aquele encanto adormecido desde a conquista do Mineiro do Interior na temporada 2018, pela categoria principal.

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Talvez, não houvesse as trapalhadas da arbitragem, os comandados do técnico Wesley Assis poderiam ter alçado voo maior na Copinha. Mas a boa campanha da equipe, depois do vice-campeonato do Mineiro sub-20, merece ser destacada. Ironicamente, talvez sejam os jovens da base a grande inspiração para o elenco principal.

Se fosse o Athletico-PR, uma eliminação ainda na terceira fase poderia ser motivo para lamentação. Mas, em se tratando de Tupi sub-20, em sua primeira participação no principal torneio de base do país, não. Diante de todo o cenário esportivo da cidade, tão carente de bons resultados coletivos, e, principalmente, diante da atual situação da equipe juiz-forana, estar na Copa São Paulo, por si só, já vale o mérito.

E, repetindo, mesmo que a base de fato não seja do clube, é nela que talvez esteja a solução para o Carijó voltar a cantar novamente. É de garotos bons de bola – no futebol, no vôlei, no basquete, etc – bons de corrida, bons de braçadas e de todas as outras habilidades, que JF precisa.

Juliana Netto

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