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Gravidez e influenza: confira os cuidados e forma de tratamento

Por Marcelo Condé

28/01/2022 às 07h40 - Atualizada 27/01/2022 às 20h59

Com o aumento significativo de casos de H3N2, um subtipo do vírus influenza A, as gestantes precisam estar atentas, pois elas são grupo de risco para a gripe, devido às alterações do seu sistema imunológico. Além disso, a cepa nova da H3N2, conhecida como Darwin, ainda não pode ser combatida pela vacina atual da gripe de forma tão eficiente.

Por isso, uma tosse ou dor de garganta não podem passar despercebidas nesse momento, já que o país não tem apenas a influenza circulando, mas também a Covid-19.

Grávidas são grupo de risco?

Sim, pois elas estão mais vulneráveis e seu sistema imunológico fica mais fragilizado. Isso é válido também para as puérperas.  Elas podem ter quadros mais graves da doença ou levar um tempo maior para se curar da influenza. Um estudo publicado no portal Univadis britânico, mostrou que as gestantes precisam ser acompanhadas de perto em relação à doença.

Quais são os principais sintomas?

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São sintomas de quadro gripal. Então, a mulher pode ter febre alta, tosse, garganta inflamada, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, calafrios e fadigas. Diante de qualquer sintoma, o recomendado é consultar um médico, pois as gestantes são grupo de risco e ainda estão vivendo em um cenário em que a circulação viral é muito grande.

Em alguns casos, quando a saturação de oxigênio da gestante está muito abaixo do esperado, é possível que ela seja internada para ter acesso ao suporte de oxigênio e também para os médicos acompanharem de perto a evolução do quadro pulmonar.

O que fazer se a grávida já está infectada?

Realizar o diagnóstico rápido para introdução do antiviral, em até 48 horas após o início dos sintomas. A medicação pode alterar o curso da doença, minimizando o risco da infecção.

Como se proteger?

A atual vacina da gripe não protege contra a nova cepa da H3N2. No entanto, a orientação é vacinar para se proteger dos vírus que o imunizante já contempla. Além disso, evitar aglomerações, manter o distanciamento social, usar máscara e higienizar as mãos com frequência.

Marcelo Condé

Marcelo Condé

Ginecologista e obstetra, especialista em medicina estética, com atuação nos hospitais Albert Sabin, Monte Sinai, Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora e Hospital Unimed. Integrante da Associação Brasileira de Cosmetoginecologia

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