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Tela Brasileira exibe “O homem que matou John Wayne” de Diogo Oliveira no Cinema Alameda

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A próxima edição da Tela Brasileira será dedicada à produção do diretor Diogo Oliveira. Na terça-feira, dia 22, às 19h, o Cinema Alameda recebe a exibição gratuita do longa-metragem “O homem que matou John Wayne” e do curta-metragem “Asa Real”. Após a sessão, o público poderá participar de um debate com o diretor Diogo Oliveira, a atriz e produtora de “Asa Real”, Vanessa Cunha, e o responsável pela trilha sonora dos dois filmes, André Machado. A conversa será uma oportunidade para conhecer mais sobre os processos de criação das obras, passando por direção, atuação, produção, composição musical e escolhas estéticas.

A entrada é gratuita, reforçando a proposta da Tela Brasileira de aproximar o público da produção audiovisual nacional e criar espaços de encontro entre realizadores e espectadores.

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“O homem que matou John Wayne” imagina um encontro entre Ruy Guerra e John Wayne

Com 70 minutos de duração, o longa-metragem “O homem que matou John Wayne” parte de uma premissa curiosa e provocadora: um encontro imaginado entre o cineasta e autor moçambicano Ruy Guerra e o ator norte-americano John Wayne. Na narrativa, Guerra se revolta com aquilo que John Wayne representa como ícone do imperialismo americano. A partir desse incômodo, ele agride o astro e acaba causando sua morte. Esse acontecimento fantástico funciona como ponto de partida para uma travessia pela trajetória artística de Ruy Guerra.

O filme reúne imagens da obra do diretor e entrevistas realizadas ao longo de sua carreira. Entre os depoimentos presentes estão nomes como Werner Herzog, Chico Buarque e Gabriel García Márquez, o que ajuda a dimensionar a importância de Ruy Guerra dentro do cinema e da cultura latino-americana.

A proposta do longa mistura imaginação, reflexão política, memória artística e linguagem documental. Ao criar esse encontro impossível entre Guerra e Wayne, o filme também coloca em cena uma tensão simbólica entre diferentes visões de mundo, de cinema e de poder.

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“O homem que matou John Wayne” teve trajetória por festivais nacionais e internacionais. O longa passou pelo Festival de Havana, em Cuba; pelo Festival de Mar del Plata, na Argentina; e pelo É Tudo Verdade, no Brasil. Além desses eventos, o filme circulou por outros 15 festivais no Brasil e no exterior, ampliando o alcance da produção e reforçando seu diálogo com públicos interessados em cinema, política, memória e história cultural.

“Asa Real” combina fantasia, movimento e experimentação visual

Na sequência, será exibido o curta-metragem “Asa Real”, também dirigido por Diogo Oliveira. Com 11 minutos de duração, o filme acompanha uma mulher em busca de realizar o sonho de voar. Durante uma procura frenética pela última peça necessária para construir sua geringonça, ela precisa enfrentar perseguidores que tentam impedir seu objetivo. A narrativa combina fantasia, movimento e experimentação visual, criando uma atmosfera marcada pelo onírico. O curta reúne no elenco Patrícia Selonk, Vanessa Cunha, Ruy Guerra e Jorge Baía. Sua linguagem explora questões existencialistas a partir de referências do expressionismo alemão e do surrealismo, aproximando o filme de uma experiência mais sensorial e simbólica.

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“Asa Real” estreou no Festival do Rio, em 2024, na Première Brasil – Exibições Especiais de Curtas. Depois disso, o filme passou por mais de 30 festivais, consolidando uma trajetória de circulação em mostras e eventos dedicados ao audiovisual. A presença do curta na sessão da Tela Brasileira amplia a oportunidade de o público de Juiz de Fora ter contato com uma obra que aposta em uma linguagem menos convencional, mais livre e experimental.

Debate aproxima público e realizadores

Um dos pontos mais interessantes da sessão é o debate após a exibição. A presença de Diogo Oliveira, Vanessa Cunha e André Machado permite que o público conheça melhor os bastidores dos dois filmes e compreenda diferentes etapas do processo criativo.  A conversa deve abordar temas como a construção das narrativas, a relação entre imagem e som, os desafios de produção, as escolhas de linguagem e a circulação dos filmes em festivais. Esse encontro entre realizadores e espectadores é uma das forças da Tela Brasileira, porque transforma a sessão em uma experiência que vai além da exibição.  A Tela Brasileira é uma iniciativa da Prefeitura de Juiz de Fora, por meio da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage, a Funalfa, e do Polo JF Cine, em parceria com o Cinema Alameda. O projeto promove sessões gratuitas dedicadas à produção audiovisual brasileira, ampliando o acesso do público a filmes de diferentes gêneros, formatos, regiões, temas e linguagens. Ao mesmo tempo, fortalece a formação de público e cria pontes entre a cidade, os realizadores e o cinema nacional contemporâneo.

Serviço

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Tela Brasileira exibe “O homem que matou John Wayne” e “Asa Real”
Data: terça-feira, 22
Horário: 19h
Local: Cinema Alameda
Entrada: gratuita
Após a sessão: debate com Diogo Oliveira, Vanessa Cunha e André Machado

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