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Vai pra onde, ET?

Por Bruno Kaehler

26/08/2020 às 07h04 - Atualizada 25/08/2020 às 20h12

Que honra poder acompanhar toda a trajetória de Lionel Messi e de Cristiano Ronaldo. Na era da dupla mais vitoriosa do mundo no âmbito individual, não vi um jogador se aproximar da genialidade do argentino e da completude do português. Neymar poderia ser este cara, mas deixa as questões extracampo influenciarem muito sua performance. Mas acredito que seja o melhor do mundo em uma das próximas temporadas.

Confesso que fui surpreendido com a notícia de que Messi teria comunicado ao Barcelona que já não mais deseja permanecer no clube. Afinal, o melhor jogador do mundo defende a equipe catalã profissionalmente desde o número 19 em suas costas, em 2005, quando uma transição no futebol barcelonista era necessária e acabou sendo iniciada por Pep Guardiola, pouco depois, com as saídas de importantes nomes como Ronaldinho Gaúcho e Eto’o.

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Confesso, ainda, que a saída, por um lado, me agrada. Messi, que já quebrou todos os recordes possíveis no único time em que atuou na carreira, não merece ser tratado como nesta temporada. O Barça não merece a gestão de Josep Maria Bartomeu, repleta de equívocos sobretudo nas cifras em contratações e demora em nova reestruturação do plantel.

Coletivamente, o Barcelona foi quase nulo na temporada. Ainda assim, Messi foi artilheiro da La Liga (pela sétima vez, recorde) com 25 gols em 33 jogos, e líder em assistências, recordista em apenas uma só edição, com 21 passes para gol. Pra mim, Messi ainda é o melhor do mundo, mas sabemos que a eleição da Fifa não confirmará isso pela ausência de títulos na temporada.

Resumidamente, Messi merece um clube que esteja próximo de seu nível quanto à gestão pessoal e financeira atualmente. Merece uma seleção e um time mais competitivos. Quem dera eu pudesse ver ele ao lado de CR7 por um ano. Um sonho. Mas improvável financeiramente. Que venha, então, para a Premier League, e tenha um novo desafio. Sabemos, afinal, que a renovação de metas é necessária na vida. Mais que isso, sua felicidade, o que claramente não ocorreu em 2020 – vide 8 a 2 do Bayern. A bola, como sempre, está com ele. Vai pra onde, ET?

Bruno Kaehler

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