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Parece que foi ontem

Por Tribuna

20/05/2020 às 07h00 - Atualizada 19/05/2020 às 16h48

Cinco anos se passaram, mas parece que foi ontem. Bastou piscar os olhos e já é difícil enxergar o tamanho do buraco. Fácil explicar.
No dia 16 de maio de 2015, o Tupi vencia o Tombense por 1 a 0. Em Tombos, vale ressaltar. Gol de Gabriel Davis no fim do jogo. Aquele era o primeiro jogo da Série C histórica que faria o preto e branco temido em qualquer canto do país na competição que levou o Galo à segunda divisão nacional. Seja em Juiz de Fora ou Arapiraca, o Tupi era organizado EM CAMPO (a caixa alta não só é necessária, como proposital). Jamais vou esquecer aquele time do tático técnico Leston Júnior. Mas bastou piscar os olhos.

Cinco anos se passaram. Um clube agora afundado em um Módulo II do Estadual e com a certeza de que não retornará aos certames nacionais pelo menos até 2022. Isto sendo muito otimista, o que nem deveria caber neste momento de sequenciais vexames e notícias que só mancham a reputação de uma agremiação tão tradicional.

A questão é que tudo passa muito rápido e tem que ser aproveitado da melhor forma possível para que os frutos sejam colhidos no futuro – que tem chegado igualmente veloz. O Carijó disputava a competição mais importante de sua história há cinco anos e hoje há quem teme sua sobrevivência, sobretudo pelo egoísmo de gestões passadas. Parou de se pensar na causa maior, o crescimento saudável do clube fora das quatro linhas. E é vital, em um momento tão frágil de nossa sociedade, também repleta de egoísmo, que cada um pense no coletivo.
As imagens registradas pelo fotógrafo Leonardo Costa, para a Tribuna de Minas, da manhã da segunda no Centro da cidade, assustam. Escancaram a irresponsabilidade. Pessoas de todas as idades lotando ruas como se não houvesse a recomendação de isolamento. E, claro, já mostrando que a tendência é a de um número ainda maior de casos de coronavírus em duas semanas.

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Parece difícil pedir o simples às pessoas. Que cuidem da sua saúde e a de quem ama. Mas assim, como temos recordações de momentos alegres, que infelizmente voam no tempo, também há memórias desagradáveis. O que importa, nesse caso, é priorizar a saúde mental para se fortalecer. É pensar no grupo e ser recompensado lá na frente com saúde e o retorno da vida normal.

Cada um de nós merece comemorar gols. Claro, as derrotas fazem parte da vida, mas podemos lutar para evitar ao máximo cada uma delas. Precisamos apostar que seguindo em casa, buscando alternativas para nos manter produtivos, sairemos melhores. O que vai ser de nós daqui a dois, três meses? O que seria do Tupi se tivesse investido no que realmente importa naquele ano de 2016, quando jogou a Série B? Ficou a lembrança.

Parece que foi ontem. Podia ter sido ontem.

Tribuna

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