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Nada de Galinho!

Por Bruno Kaehler

08/01/2020 às 07h10 - Atualizada 08/01/2020 às 07h16

Volto de férias para o primeiro texto deste ano na coluna com meu tema preferido de 2019 por aqui. O sucesso do Tupi sub-20 ultrapassou os limites mineiros e já chama a atenção de todo o Brasil pela Copa São Paulo de Futebol Júnior. Afinal, a organização tática de uma equipe a diferencia da maioria. Claro, a qualidade técnica deve existir – e está presente no time de Santa Terezinha que mais deu alegria aos alvinegros na última temporada. Mas sempre vou defender as consequências de uma equipe que vive em sincronia com sua comissão técnica, conseguindo repetir, em campo, o trabalho diário dos treinamentos.

Prova disso é que o time que atua nesta Copinha perdeu referências como o zagueiro Matheus Mega, o lateral Pablo, o polivalente Cleitinho, o meia Gabriel Tchó Tchó e o atacante Samuel Cazares – sem mencionar as saídas de Wesley e cia. para o Atlético-MG, mas mantém, se não o mesmo nível de atuação, as mesmas ideias de jogo.

Com a bola, o Tupi mostra qualidade e, acima de tudo, personalidade. Tenta controlar o jogo sempre com transições pelo chão, nos flancos, em jogo posicional que evolui nas triangulações, penetrações e ultrapassagens dos atletas. Isso já ocorria no último ano, como evidenciado neste espaço ainda em setembro. No momento defensivo, a marcação mista. Enquanto os atletas próximos da bola pressionam a saída adversária, as duas linhas se organizam.

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Nesta Copinha, merecia ter vencido o Bahia. É o futebol. Contra o Primavera, na segunda, mesmo com excessivos erros na saída de bola, sobretudo, e dois gols sofridos em falhas defensivas que deverão ser corrigidas logo, o time treinado por Wesley Assis controlou a partida.

No segundo dos três gols carijós, jogada de treino. A bola saiu do lateral-direito Filipe, atravessando a linha central do gramado e, com uma triangulação e inversão de pé em pé, o outro lateral, Jordan Kaíque, recebeu pela canhota e cruzou na área. O Tupi, neste momento, possuía igualdade numérica naquele curto espaço. Eram quatro atacantes contra quatro defensores. Resultado? Cabeceio de Rê (outro destaque!) na trave e rebote também juiz-forano, do mesmo Filipe que havia iniciado a jogada, balançando a rede.

Acredito que o Tupi avança – um empate com o XV de Piracicaba nesta quinta-feira, às 13h, o coloca no mata-mata. Pelo futebol apresentado, como um leitor comentou recentemente em matéria da Tribuna sobre a equipe, o diminutivo em Galinho não serve, mesmo como charmoso apelido. Este é o Tupi de Juiz de Fora.

Bruno Kaehler

Bruno Kaehler

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