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A base é a base

Por Bruno Kaehler

02/10/2019 às 07h08 - Atualizada 02/10/2019 às 13h20

“Saí de casa para ver o jogo e não me arrependi. Quinze graus e vento frio, mas valeu a pena. Vi uma molecada boa de bola, comendo a mesma. […] Ademais, que o próximo presidente tenha a consciência que tudo está na base e o torcedor vai.” Este foi o comentário assinado pelo torcedor Waltencir Mauricio Alvim, na matéria que divulga o 5 a 2 sofrido pelo Galinho Carijó pelo Atlético-MG na noite dessa segunda-feira (30), no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, pela partida de ida da decisão do Campeonato Mineiro sub-20.

Destaco a vivência compartilhada pelo alvinegro, pois se tornou rara nos últimos anos. Porque é fruto de um trabalho organizado dentro de campo, somado a um projeto que ocorre há mais de duas temporadas – conteste os moldes da parceria com o Tupi ou não, a equipe carijó é qualificada tecnicamente e, por isso, também, decide o título estadual com um grande do país.

Ao contrário da maioria das partidas do time profissional nesta temporada, o fã carijó foi ao principal palco esportivo da cidade em uma segunda à noite porque sabia que encontraria personalidade, organização e talento. Uma equipe que não se satisfaz em jogar por uma bola.

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“Trabalhamos a semana inteira, estudamos a equipe do Atlético. Não viemos jogar do nada contra eles, e sabíamos que o fator mais perigoso do adversário era a transição ofensiva. Eles ficam bem postados do meio para trás, esperando a equipe errar para atacar em velocidade com atletas rápidos. Fizeram três gols assim. O fator que culminou com esse placar mais elástico foi o poder de concentração da nossa equipe, que foi muito abaixo.”

A fala do técnico do Tupi, Wesley Assis, podia ser considerada redundante. Basta ver alguns minutos do Tupi sub-20 em campo para entender que a produção ofensiva vem de cada treino. No caso do jogo desta segunda, menos de dois minutos já comprovaram. Transição pelos lados com triangulações, como já destacado neste espaço, e um ataque mais veloz, com Cazares e Neném – um dos diferenciais na estratégia da partida. Redundante também seria eu citar os erros defensivos do Carijó, muito motivados pela qualidade atleticana e vontade juiz-forana de atacar.

Acontece. Prefiro seguir o torcedor Waltencir e dizer que acompanhar este time, campeão ou vice, valeu a pena. Ademais, a base é a base.

Bruno Kaehler

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