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Coluna 31 06:00:00-08-2014

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PERPLEXIDADE NOS COMITÊS

Os comitês de Dilma e Aécio passam o fim de semana avaliando o efeito Marina na campanha eleitoral. Se em 2010 esse fenômeno ocorreu a 20 dias do pleito, este ano chegou mais cedo. A discussão, agora, é se ele vai se sustentar. Por conta disso, as próximas pesquisas serão emblemáticas, embora o grau de perplexidade já esteja dentro das instâncias tucanas e petistas, sobretudo após os números do Datafolha de ontem, pelos quais Marina subiu 13 pontos percentuais. Quando a avaliação vai para os estados, a preocupação aumenta mais ainda – a candidata do PSB cresce em redutos estratégicos como São Paulo e Minas Gerais, enquanto o PT se mantém estável no Rio, embora haja na base da presidente uma luta fratricida na disputa estadual. Aécio Neves deve ampliar suas ações em Minas, pois sua base será vital para contrabalançar sua performance em outros estados. Ele deve visitar Juiz de Fora no dia 19 de setembro.

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Os próximos números irão dar o tom também na campanha de Minas. Enquanto os petistas comemoraram as recentes pesquisas, entre os tucanos o que se diz é que a história não é bem assim. Os trackings de campanha (acompanhamento diário por telefone) indicariam uma diferença bem menor do que a que tem sido divulgada pelos institutos. Estes, por sua vez, à medida que a disputa se aproxima, trabalham menos com as margens de erro. A aposta está nos indecisos. De acordo com o DataTempo/CP2, eles saltaram de 25% para 28%, em vez de caírem.

Prudência

O prefeito Bruno Siqueira usou a prudência durante a passagem de Pimenta da Veiga por Juiz de Fora. Recebeu a comitiva no Aeroporto da Serrinha, com voto de boas-vindas – especialmente o ex-governador Antonio Anastasia, por suas ações na cidade -, e não ficou, sequer, para o encontro com lideranças políticas e candidatos da região. A comitiva do tucano desceu em seguida para o Calçadão da Rua Halfeld. Já de volta para o aeroporto, Pimenta e Antonio Anastasia disseram que gostaram da recepção dos juiz-foranos.

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Sem referência

O ponto cego da campanha deste ano tem sido na disputa pelo Legislativo, exceção para o Senado – na qual apenas dois nomes sobressaem e o ex-governador Antonio Anastasia lidera com folga. Os candidatos à Câmara e à Assembleia atuam com pesquisas internas, mas estas fornecem apenas cenários localizados em determinadas regiões. Em Juiz de Fora, o que se diz é que pode ocorrer surpresa na ordem dos votos, mas tais observações são feitas com base em números cedidos pelos próprios partidos.

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Descolados

Em reta final de campanha, a busca do voto tornou-se um projeto quase que pessoal, com os postulantes a cargos legislativos procurando se descolar dos candidatos à Presidência da República e governos estaduais. A prova material está nos cartazes e santinhos, nos quais a citação envolve apenas o candidato e o seu partido. Essa omissão, no entendimento dos analistas, facilita a adesão de eleitores comprometidos com candidaturas de diversas legendas. Essa prática consolida também a preferência pessoal em detrimento do voto ideológico.

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