APOIO MANTIDO
A decisão das cúpulas do PMN e do PPS de não fazer mais a fusão, para a criação do partido Movimentação Democrática, muda algumas estratégias eleitorais. O ex-senador José Serra, que estava pronto para entrar no projeto como candidato à Presidência, terá que fazer novas avaliações, a fim de decidir se sai do PSDB para uma nova tentativa como candidato ou se fica na legenda e incorpora o projeto do senador Aécio Neves. Na instância municipal, o fato novo é a postura do prefeito Bruno Siqueira. Embora não deva mais receber a adesão do vereador Isauro Calais no seu partido (PMDB), ele acenou para interlocutores que seu compromisso com o vereador não muda, isto é, mesmo sendo possível candidato a deputado estadual pelo PMN, sua atual legenda, ele terá apoio do chefe do Executivo, por se tratar de um compromisso firmado antes mesmo das negociações para a fusão. Isauro ainda não se manifestou, mas desde as primeiras conversas tem agido com prudência para não queimar navios.
Está fora
A opção por Isauro chama a atenção por um outro ponto. A despeito de alguns setores defenderem a candidatura do atual vice-prefeito Sérgio Rodrigues a deputado estadual, não haveria conflito com Bruno. Mas a razão é simples. Ele não tem pretensão de ser candidato no ano que vem. Segundo fontes, prefeito e vice já conversaram por mais de uma vez sobre tal situação, e Sérgio teria dito que ambos têm um compromisso, firmado ainda em campanha, de focar na administração e fazer um bom governo. Nesse contexto, não há espaço para candidatura.
Bons olhos
Embora não haja qualquer formalização, o Governo vê com bons olhos uma possível candidatura do secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, a deputado estadual, a fim de aumentar a representação de Juiz de Fora na Assembleia, mas este ainda não bateu o martelo. Segundo especulações, ele teria tido uma conversa com o governador Antonio Anastasia para tratar do assunto. É que diversos deputados estariam incomodados com as ações do secretário em suas regiões.
Choro livre
Esse tipo de reclamação é próprio de anos que antecedem eleições. O deputado Marcus Pestana, quando também secretário estadual de Saúde, passou pela mesma situação. Diversos deputados se queixaram ao então governador Aécio Neves e ainda ao sucessor, Antonio Anastasia, que o parlamentar estaria tirando-lhes os votos com medidas beneficiando as prefeituras. Segundo Pestana, havia mais barulho do que reclamação, pois vários deputados também estariam se beneficiando dos projetos do Governo do estado em seus redutos eleitorais.
Pré-campanha
No projeto de minirreforma, que a Câmara deve votar em agosto, um ponto pode ajudar os secretários de estado que percorrem os municípios a trabalho e acabam sendo acusados de campanha. Deve ser regulamentada e legalizada a pré-campanha. Segundo o coordenador do grupo de trabalho, Cândido Vaccarezza, atualmente, não há uma regulamentação específica. Muitas atitudes são consideradas pré-campanhas. Vai haver a legalização. Apesar disso, os candidatos não poderão pedir votos abertamente, arrecadar fundos e nem fazer atos públicos, como comícios.
