A filiação do vice-governador Mateus Simões ao PSD é uma questão de tempo e deve ocorrer ainda este mês. Em sua coluna no Estado de Minas, o jornalista Orion Teixeira assegurou que o PSD se cansou de esperar uma definição do senador Rodrigo Pacheco, que até agora não disse se será ou não candidato ao Governo de Minas. O parlamentar, como se especula, vive a expectativa de assumir a cadeira do ministro Luiz Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.
Para que tal fato se concretize, estão em jogo diversos fatores. O ministro, que deixou a presidência do STF na última segunda-feira, ainda não se decidiu sobre sua aposentadoria. Ele trabalha com a possibilidade de ser convidado para ser o embaixador do Brasil em Paris, mas tudo depende do presidente Lula, que, por sua vez, quer Pacheco como seu candidato ao Governo de Minas.
Se tudo ocorrer de acordo, ainda assim não há garantias de o PSD apoiar a candidatura de Pacheco. Seu presidente, Gilberto Kassab, além de ser secretário de Governo de Tarcísio de Freitas, em São Paulo, ensaia uma aproximação com a direita e não tem planos de apoiar um quarto mandato de Lula. No entanto, um graduado político revelou que Kassab ainda não disse nada aos correligionários mineiros.
Mateus Simões seria o nome ideal para o partido em Minas. Embora seja desconhecido em boa parte do estado, ele vai assumir a cadeira de Romeu Zema antes de abril – data de desincompatibilização – para ganhar visibilidade. Com a caneta na mão, terá meios de ampliar seu projeto. Quanto ao governador, seu nome está no páreo para presidente ou vice, mas a meta principal é garantir mais votos ao Novo em 2026, para fugir da cláusula de barreira.
