Desembarque
O PMDB de Minas Gerais acompanhou a posição dos outros diretórios estaduais da legenda e decidiu ontem à tarde abandonar o barco do Governo Dilma Rousseff. Coube ao vice-governador Antônio Andrade, que é presidente do diretório estadual, explicar como ficará a relação da legenda com o Planalto. Segundo ele, os peemedebistas mineiros votarão a favor da entrega de todos os cargos no Governo federal. Ele observou, no entanto, que isso não quer dizer que o partido será oposição. Isso porque alguns deputados devem continuar sendo situação.
Fora da pauta
Antes da decisão, a bancada do partido se reuniu na Assembleia Legislativa. O grupo possui maioria dos cargos da Executiva. É do PMDB mineiro o cargo do ministro da Aviação Civil, ocupado por Mauro Lopes, pai do presidente da Assembleia, Adalclever Lopes. A legenda possui um total de sete ministérios e cerca de 600 postos no Governo federal. A decisão da Executiva teria sido tomada em reunião de cerca de uma hora. O posicionamento em relação ao Governo de Fernando Pimentel (PT) teria ficado fora da pauta.
Sem bandeiras
O presidente da Fiemg Zona da Mata, Francisco Campolina, afirmou que mantém posicionamento político alinhado ao comunicado emitido ontem pelo Fórum das Entidades Empresariais do Estado de Minas Gerais. Segundo ele, o atual momento político e econômico não requer que bandeiras sejam hasteadas e, sim, que as instituições democráticas sejam fortalecidas. Defendendo também a liberdade de imprensa, Campolina salientou que os empresários são a favor do Estado democrático e de direito e que não há desejo de retornar aos tempos da ditadura.
Artistas nas ruas
Foi aprovado pela Câmara projeto de lei que autoriza manifestações artísticas e culturais em vias, cruzamentos, parques e praças públicas. A proposta é estimular a prática cultural nos locais de maior movimento, aproximando a população dos artistas locais. Pela proposta, será dada permissão de permanência no espaço escolhido só durante a apresentação e até as 22h. Os artistas e apresentadores poderão fazer coletas de recursos durante o evento, assim como promover a venda de CDs, DVDs, livros, quadros e peças artesanais de sua autoria. A liberação de espaço tombado dependerá de autorização da Funalfa. O uso de estrutura metálica como palco também precisará de permissão do órgão competente.
