JOGO DE INTERESSES
Enquanto não se definem nomes, uma vez que a própria lista dos candidatos é incerta, o papel dos vereadores tem sido discutido nos bastidores, já que boa parte deles já recebeu algum contato para ser candidato, formando dobradinha com lideranças – a maioria – com mandato na Câmara Federal. Para alguns observadores, os políticos locais estão servindo de boi de piranha, sendo chamados apenas para alavancar votos para esses interessados, mesmo diante da impossibilidade de se elegerem. Trata-se de um caminho de mão dupla, pois há também os que entram no páreo, mesmo sabendo que não serão eleitos, apenas para se manterem na mira dos eleitores e renovarem o mandato de vereador com menor grau de dificuldade, já que tiveram mais exposição. Outros, no entanto, compram a ideia da vitória e dificilmente são persuadidos a mudar de ideia.
Ordem de cima
Nesse contexto, porém, há a pressão dos diretórios estaduais, exigindo que os vereadores se candidatem a qualquer custo. Um dos membros da atual legislatura da Câmara Municipal teria dito que não tem a menor pretensão de ser candidato, mas não está vendo muita saída, sendo obrigado a disputar para ocupar espaços e alavancar votos para a legenda. Não é o único. No atual sistema em que os diretórios estaduais costumam decidir sem ouvir a base, ameaçando até mesmo intervenção, prevalecem seus interesses em nome de uma causa maior.
Incrédulos
Recém-chegado do México, onde esteve em missão pela Câmara Federal pelo Grupo Parlamentar Brasil-México, o deputado Júlio Delgado relatou ontem, na Comissão de Ética – esta voltou a pedir a cassação do deputado Natan Donadon -, que durante sua visita foi indagado pelos colegas do Norte sobre a presença no Congresso de um deputado preso. E eu tive que falar que sim. Os mexicanos não acreditaram. Não há nada mais indecoroso para a classe parlamentar do que uma situação como essa. Delgado disse ser hora de acabar com essa sangria.
Audiências
Por causa das festas de fim de ano, a Câmara antecipou para a primeira quinzena o ciclo de audiências públicas de dezembro. A primeira delas ocorre já no dia 2, a pedido do vereador Isauro Calais (PMN), para discutir o processo de adoção de crianças em Juiz de Fora. No dia seguinte, por requerimento do peemedebista Antônio Aguiar, os vereadores vão tratar da situação da área localizada no Bairro Santa Luzia, envolvendo várias ruas, sobre a ocupação do solo.
Mais três
No dia 10, atendendo proposição do vereador Noraldino Júnior (PSC), será discutida a situação do Canil Municipal. Em pauta, a reforma, ampliação e instalação do ambulatório. O período de audiências prossegue no dia 11 para avaliação da descentralização da Justiça, Turma Recursal de Juiz de Fora, a pedido do petista Roberto Cupolillo. No dia 12, será debatido o crescente número de acidentes envolvendo pedestres, especialmente idosos, após a retirada dos redutores de velocidade. O autor é o vereador Rodrigo Mattos (PSDB).
