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O prefeito Custódio Mattos deve anunciar nos próximos dias, com direito à pompa tal a magnitude do projeto, a liberação de recursos da ordem de R$ 65 milhões para obras complementares de despoluição do Rio Paraibuna. O dinheiro, a fundo perdido, que complementa os cerca de R$ 70 milhões que a Prefeitura já dispõe – fruto de financiamento na Caixa Econômica Federal, junto com a contrapartida da Cesama – será empregado no tratamento do esgoto lançado no Rio Paraibuna. O anúncio, ainda sem data, se consolidou após encontro de técnicos do Ministério das Cidades e da Cesama, em Brasília, para análise do projeto. Resta, agora, apenas mais uma análise, apesar de já ter sido enquadrado e selecionado pelo ministério. Custódio foi informado de que a previsão é que até o dia 15 de dezembro o Ministério das Cidades recomende o projeto à Casa Civil, responsável pela aprovação final, e até o dia 30 de dezembro o Termo de Compromisso seja assinado.
Mobilidade
Outra demanda envolvendo recursos ainda a serem captados no final da gestão envolve a Secretaria de Transportes. O secretário Márcio Bastos, acompanhado por uma equipe técnica, vai a Brasília amanhã para defender 35 propostas de melhorias viárias enviadas ao PAC II, que trata de mobilidade nas médias cidades. Na reunião com a secretária Lúcia Mendonça, serão pleiteados cerca de R$ 144 milhões para investimentos na reformulação de corredores de penetração nos bairros pelas ruas São Mateus, Dom Silvério, Ibitiguaia e Darcy Vargas, além do contorno viário do campus da UFJF.
Audiências
A Câmara realiza hoje e amanhã as duas últimas audiências públicas de novembro. A desta quarta-feira, atendendo requerimento do vereador Vanderson Castelar (PT), será para discutir os problemas de infraestrutura e necessidades de equipamentos públicos no Loteamento Parque das Águas, no Monte Castelo, do programa Minha Casa, Minha Vida. A audiência de quinta vai tratar da paralisação das obras da BR-440, a pedido do peemedebista Júlio Gasparette. O empreendimento dura anos sem uma ligação completa com a BR-040, gerando problemas para a comunidade, sobretudo no ciclo das chuvas.
É do secretário
Em entrevista à Rádio Solar, o ex-prefeito Alberto Bejani se disse surpreso com a decisão do Tribunal de Contas do Estado de exigir que ele e o ex-secretário de Comunicação de seu governo, Hyé Ribeiro, devolvam aos cofres públicos R$ 165 mil, que teriam sido utilizados em promoção pessoal. Bejani, que ainda não foi notificado, foi enfático ao dizer que se há responsabilidade, ela é exclusiva do secretário, a quem cabia a pasta de Comunicação. Segundo ele, o prefeito tem atribuições mais amplas, não tendo meios de conhecer detalhes técnicos das secretarias.
Domínio do fato
Ainda na entrevista, que será reproduzida hoje no noticiário "As primeiras do dia", às 7h, disse não ser esse o primeiro caso em que lhe cobram responsabilidade que, no seu entendimento – a despeito do domínio do fato, tese usada pelo STF para condenar o ex-ministro José Dirceu -, é do secretário, como foi também na área de Saúde. Bejani se disse enojado da política, salientando que está cuidando de sua vida, ganhando seu dinheiro honestamente na sua empresa de construção civil. Finalizou dizendo que quer distância dos políticos, pois "estou enojado desta gente".
