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Painel 27-08-16

Números que norteiam

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As primeiras pesquisas já demandaram discussões internas dos comitês, a fim de encontrar nos números um norte para as campanhas. Houve quem celebrasse, como o candidato Wilson da Rezato, que, para uma primeira experiência, chegou a 7%, à frente, até, de nomes tradicionais da política local. Ele se surpreendeu apenas com a rejeição, mas lhe foi esclarecido que os pesquisados poderiam votar mais de uma vez. Da mesma forma, Noraldino Júnior, que, se na pesquisa da Projetar Consultoria está em terceiro lugar, no Ibope, seu empate com o candidato Bruno Siqueira é rigoroso: ambos estão com 18% nas intenções de voto. Para os observadores, as primeiras avaliações costumam ser recall de pleitos passados, podendo sofrer alterações à medida que a campanha avança. O horário eleitoral, iniciado ontem, é a principal estratégia para apresentação dos candidatos e de suas metas. Uma segunda avaliação pode trazer outros números.

 

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Cada um por si

A despeito do link entre voto para vereador e voto para prefeito, os postulantes a uma cadeira na Câmara e à Prefeitura sabem que na hora de capturar o voto é cada um por si, salvo em eventos setorizados em redutos eleitorais. Nestes, o pretendente ao posto de Executivo se escuda no nome do reduto, a fim de obter apoio, mas faz o mesmo em outras regiões. Já os candidatos a vereador sabem que o seu principal adversário não está no candidato de outra legenda, e sim no seu próprio partido, pois, com base no quociente eleitoral, são eleitos os que tiverem mais votos dentro da mesma chapa.

 

Quociente

Os candidatos também trabalham para aumentar a sua margem de votos em decorrência da mudança na legislação. Não basta ser o mais votado dentro do partido. É preciso, também, ter números expressivos, para ultrapassar o quociente eleitoral. Agora, quem não tiver pelo menos 10% do quociente não será diplomado, mesmo tendo o partido obtido a média para ocupar vagas no Legislativo. Como exemplo, se o quociente ficar em 15 mil votos, quem tiver menos de 1.500 não precisa nem fazer contas, pois estará inevitavelmente fora do Parlamento.

 

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Estratégias

Os primeiros dias de horário eleitoral foram de acertos nas estratégias, mas ficou claro o discurso que será adotado até o dia 29 de setembro, quando o horário gratuito termina: o atual prefeito, Bruno Siqueira, vai mostrar suas realizações, enquanto os demais candidatos irão apresentar suas metas e tentar desconstruir o discurso oficial. Como o tempo é curto para a maioria das legendas, a alternativa é o discurso institucional, no qual o candidato se escuda no programa do partido com questionamento duro aos demais, inclusive nas instâncias estaduais e federal.

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