SINAL VERDE
Na sessão ordinária de sexta-feira pela manhã, logo após a aprovação de projeto do vereador Isauro Calais concedendo o título de cidadão benemérito ao médico João César Novaes, o presidente da Câmara, Julio Gasparette, disse em alto e bom som: o Isauro está liberado para se filiar ao PMDB, pois ganhou sinal verde de todo o grupo. O comentário é resultado de um período de especulações sobre o futuro do vereador, hoje à espera de uma definição dos rumos de seu atual partido, PMN. Presidente do diretório municipal, Calais não esconde seu inconformismo com a fusão com o PPS e pretende sair. Mas tem tempo. De acordo com a legislação, em caso de fusões partidárias, quem não gostar tem 30 dias para mudar, mas esse prazo só começa a ser contado a partir de registro no Tribunal Superior Eleitoral. Como isso ainda não ocorreu, ele joga com os prazos e aproveita para fazer sondagens. Calais descartou qualquer ligação do título com sua ida para o PMDB, por ser João César uma das lideranças peemedebistas. Seu trabalho, por si só, fala pela homenagem, justificou.
Candidatos
A filiação de Isauro Calais ao PMN acrescenta mais um nome no quadro de candidaturas a deputado. Por enquanto, ele seria o nome a ocupar a vaga deixada pelo prefeito Bruno Siqueira, que até dezembro do ano passado estava na Assembleia Legislativa. O vereador já fez duas tentativas pelo PMN e bateu na trave, sendo o primeiro suplente, da mesma forma que o vereador Rodrigo Mattos (PSDB), outro que esteve perto do Legislativo estadual, mas nunca foi chamado. Pelo PMDB, embora a eleição exija mais votos, ele considera que terá mais visibilidade.
Tem o custo
Os políticos ainda acham cedo para ir à luta, mas na Câmara um considerável contingente deverá tentar voos mais altos nas eleições de 2014. Além da possibilidade de ser deputado, há também os ganhos colaterais. Se não for eleito, o político tem, pelo menos, visibilidade ante o eleitor. O único problema passa pelos custos. Sem recursos dos partidos, arriscar disputar uma eleição de tal porte é sinônimo de gastar dinheiro próprio. E muito. Por isso, as próprias lideranças aconselham a busca de suporte antes de começar os gastos com divulgação.
Jogo bruto
A sucessão, mesmo desmentida, já está em campo também nas instâncias estaduais. Sexta-feira, em São Paulo, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, viveu situação que beirou ao constrangimento. Ele assinou, na Secretaria de Estado da Justiça, o Termo de Adesão ao programa Crack, é possível vencer com cidades paulistas. Acontece que nem o governador Geraldo Alckmin nem os chamados secretários relevantes compareceram. Muito menos os prefeitos tucanos. Como se sabe, o ministro é potencial candidato a governador no ano que vem tendo Alckmin como adversário.
Sem vetos
Em Minas, o governador Antonio Anastasia está em Londres, deixando, mais uma vez, o vice, Alberto Pinto Coelho, à frente do Governo estadual. Mas como se trata de uma rotina, já que Anastasia tem se dedicado a ser o principal agente de divulgação de Minas no exterior, não houve contratempos. Bem diferente de Renan Calheiros, presidente do Senado, que, mesmo que por um dia, assumiu na última sexta-feira a Presidência da República com as viagens ao exterior da presidente Dilma e do seu vice, Michel Temer. Pelas redes sociais, o protesto foi generalizado.
