ALIANÇA PELA VIDA
Foi assinado ontem pelo governador Antonio Anastasia um decreto instituindo o Cartão Aliança pela Vida, para intensificar a luta contra as drogas em Minas. Por meio do cartão, será concedido auxílio financeiro mensal no valor de R$ 900 para ajudar famílias, cuja renda familiar mensal seja de até dois salários mínimos, a custear o tratamento de parentes com problemas de dependência química. Tão logo a medida seja publicada, o Governo começará o credenciamento das clínicas de tratamento que participarão do programa em todo o estado. Segundo Anastasia, caberá à família escolher a instituição onde o usuário de drogas será cuidado. A família receberá um crédito, como um cartão de crédito. Serão R$ 900 por mês, sendo que R$ 800 deverão ser para a família pagar a clínica ou a comunidade terapêutica da sua escolha e os outros R$ 100 serão destinados à despesa para visitar o seu parente que esteja internado. Mas para avançarmos, é fundamental a participação das famílias, da sociedade, das empresas, das instituições nessa luta tão importante a favor da vida e contra as drogas, afirmou o governador.
Substitutivo
No substitutivo que apresentou como relator no projeto que trata do bullying em instituições de ensino e de educação infantil, públicas e privadas, o deputado Bruno Siqueira (PMDB) não só votou pela legalidade do texto, como aprimorou o original na adoção de penalidades para alunos que utilizarem tal prática. Seu texto corrige o artigo primeiro que determina a abrangência da política e estabelece que seu desenvolvimento seja obrigatório para todas as escolas situadas no estado, inclusive as de educação infantil. Esta, porém, não é responsabilidade do Estado, e sim do município.
Ao estado
No seu relatório, Bruno Siqueira também altera a determinação, segundo a qual as instituições de ensino deverão manter histórico das ocorrências de bullying em suas dependências e enviá-las à Secretaria Municipal de Educação. Pela mudança, estabeleceu-se que os dados devem ser remetidos ao órgão estadual de educação e não à secretaria municipal, uma vez que tal dispositivo está contido em norma estadual. Bruno é vice-presidente e relator da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia.
Chame o ladrão
Aconteceu em Belo Horizonte. Um homem parou em frente a um restaurante e, enquanto jantava, teve seu carro arrombado, ficando sem o notebook e dois HDs externos. Depois de chamar a polícia e fazer o boletim de ocorrência, ele não se conformou com o resultado das investigações. Ontem estendeu faixas pela capital oferecendo R$ 2 mil pela devolução do produto do furto. E fez mais, foi entrevistado por várias emissoras de rádio e de TV dando até um número de telefone que comprou apenas para receber o retorno do ladrão. Errou na mão, mas teve quem aplaudisse.
Sugestões
Três que fazem parte da Comissão Extraordinária de Acompanhamento da Reforma Política da Assembleia foram ontem a Brasília e entregaram ao deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) – relator do projeto que tramita na Câmara Federal – o relatório parcial das atividades da comissão. Os pontos consensuais foram o financiamento público de campanha, da mesma forma que pensa Fontana, e a permanência do voto proporcional sem coligação. O texto da Câmara passou pela comissão, mas ainda não foi votado em plenário.
