Os números do Datafolha divulgados na última sexta-feira, que mantêm o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança das intenções de voto, ainda não asseguram um cenário eleitoral definido. Na avaliação do cientista político Paulo Roberto Figueira, a pesquisa capta uma perspectiva comparativa dos estados vizinhos e revela grande dispersão. “Se Cleitinho aparece à frente, com 32%, de acordo com a Folha, esse número certamente é menor do que o registrado em outras pesquisas, o que sugere uma possível perda residual em função da indefinição do eleitor, indicando a imagem de um candidato com dificuldade de tomar decisões”, destacou.
Empate entre Patrus e Kalil embola disputa pelo 2º turno em Minas
Para o cientista político Paulo Roberto Figueira, a performance de Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT), ambos com 12%, indica que os campos da esquerda, do centro e da centro-esquerda enfrentam grande indefinição sobre o seu principal nome. “Há ainda as candidaturas que pontuam 4%, como as do governador Mateus Simões (PSD), de Flávio Roscoe (PL) e de Gabriel Azevedo (MDB), o que sugere a possibilidade, ainda que distante dos primeiros colocados, de uma disputa com alto nível de indefinição sobre o cenário de um eventual segundo turno. Há, portanto, um grande nível de imprevisibilidade se comparado ao quadro eleitoral de Rio de Janeiro e de São Paulo”, analisou.

