Ícone do site Tribuna de Minas

Coluna 24 07:00:00-06-2012

PUBLICIDADE

FOTO SIMBÓLICA

A semana que terminou foi marcada pela discussão em torno da foto que o ex-presidente Lula tirou ao lado do deputado Paulo Maluf, simbolizando o apoio do PP ao candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, também no evento. Para muitos, sobretudo para a deputada Luiz Erundina (PSB), que desistiu de ser a vice, limites éticos foram rompidos em nome de alguns minutos no horário eleitoral. Nas redes sociais e nos jornais, o tema dividiu opiniões. O cientista político Paulo Roberto Figueira, da UFJF, considerou um movimento arriscado e explicou: o malufismo é o antagonista maior de todas as forças de centro-esquerda e de esquerda de São Paulo. Um dos combustíveis mais relevantes para as vitórias petistas em eleições paulistanas – Erundina, em 1988, e Marta Suplicy, em 2000 – veio exatamente do antimalufismo. Além dos votos do PT, nesses dois momentos, eleitores não petistas, mas definitivamente antimalufistas, acabaram por escolher candidaturas petistas. Paulo Roberto é enfático ao dizer que a clivagem malufismo versus antimalufismo foi, por décadas, o elemento de vertebração das alianças em São Paulo. Para tanto, ampliou o histórico de eleições em que Paulo Maluf foi derrotado por tucanos e petistas, que o tinham como adversário comum.

PUBLICIDADE

Pragmatismo

O professor Paulo Roberto Figueira evitou o caminho da especulação, mas admite que a ligação dos petistas com o PP de Paulo Maluf, especialmente este, aumenta o desconforto de petistas históricos. Aliança explícita com Maluf, com direito àquela simbólica foto nos jardins, mexe com o imaginário petista mais profundo. Simbolicamente, talvez, seja a maior expressão do nível de pragmatismo a que o PT admite se submeter para ganhar as eleições, advertiu. O tucano José Serra também ensaiou uma articulação com Maluf, que só não ocorreu porque o PT chegou na frente.

PUBLICIDADE

Impedimento

A semana começa com definições, como a do PT, com o médico Roberto Maranhas como vice, e ainda espera a confirmação de outros atores, como o ex-prefeito Alberto Bejani, que passou as últimas semanas dando margem para imaginação dos eleitores: se é ou não candidato ou se pretende disputar a Prefeitura ou uma vaga na Câmara. Certo, porém, é que qualquer das opções vai provocar reações. Uma entidade representativa já teria pronta uma ação judicial, pedindo o seu impedimento com base na Lei da Ficha Limpa.

PUBLICIDADE

Integração

As assembleias legislativas de todo o país vão integrar suas comissões de segurança pública para facilitar o diálogo e reforçar cobranças ao Congresso e ao Executivo. Uma delas é a unificação de dados sobre a segurança pública, aliás, uma velha questão levantada pelo professor André Moyses Gaio, da Universidade Federal de Juiz de Fora, que tem apontado a falta de informações seguras para análises sobre a violência no país. Gaio tem advertido para o discurso oficial que nem sempre bate com a realidade, fruto da carência de dados, sobretudo em torno de armas não registradas.

PUBLICIDADE

Discussões

Segundo o deputado João Leite (PSDB), nesta segunda-feira, será feita a instalação de um fórum para discutir a integração. Será uma arena de discussão permanente entre os legislativos estaduais para estreitar vínculo entre as comissões de segurança pública e promover o intercâmbio de experiências relacionadas às questões de defesa social. Outra meta é acompanhar, no Congresso e no Executivo federal, as propostas de revisão da legislação aplicável à defesa social, enfatizou.

Sair da versão mobile