Cúpula em JF
O crescimento dos crimes contra a vida e contra o patrimônio deve ser tema de encontro especial na cidade envolvendo a cúpula da PM e da Polícia Civil. Em reunião realizada ontem em Belo Horizonte, o deputado Isauro Calais (PMDB) obteve a garantia de que o secretário de Segurança, Sérgio Barboza Menezes, topou vir a Juiz de Fora acompanhado do alto escalão da PM, da PC e do Corpo de Bombeiros, restando apenas definir a data. Segundo o parlamentar, a meta é contribuir para melhorar a gestão da segurança na cidade e na região e minimizar a criminalidade. “Nossa cidade precisa construir, de forma eficiente, um Plano de Enfrentamento da Violência, e a vinda destas autoridades ao município pode alavancar esse processo”, observou. No seu entendimento, a região carece de medidas efetivas, para, inclusive, evitar o sucateamento das corporações.
Réplica mineira
Se na instância federal a aliança do PT com o PMDB azedou, culminando com a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, no plano estadual, não está longe disso. Em artigo publicado no site “Pautando Minas”, o deputado Durval Ângelo, um dos principais interlocutores do governador petista Fernando Pimentel, não mede adjetivos para classificar o vice-governador Toninho Andrade (PMDB) de traidor. Ele toma como base as articulações do vice e uma foto, datada de 4 de outubro – no final do primeiro turno -, em que este aparece ao lado da cúpula tucana, encabeçada pelo senador Aécio Neves. Num texto duro, Durval diz tratar-se de uma armação para selar a sorte de Minas, “preparando o caminho para a ascensão ilegítima do vice traidor ao posto de governador”.
Pela culatra
Durval destaca ainda que o tiro saiu pela culatra com a derrota do tucano João Leite para a Prefeitura de Belo Horizonte, mas o dano já estava feito. Nos corredores do Palácio, o discurso é de que o PMDB mineiro tenta replicar em Minas o que o nacional fez com Dilma. Mas há prudência, pois o partido é importante na votação de matérias de interesse do governador.
