A pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), na qual a gestão da presidente Dilma Rousseff apresenta inéditos 7,7% de popularidade, a mais baixa da história recente, fez um amplo diagnóstico do sentimento nacional, desde a política, passando pela economia e até por demandas em discussão no Congresso, como a redução da maioridade penal. Neste caso, 70,1% a defendem incondicionalmente. Mas é na questão política que os números chamam a atenção, pois encontram desdobramentos que afetam a própria instituição Presidência da República. O impeachment, que tem simpatia nas ruas, é um risco. Para o cientista político Paulo Roberto Figueira, da UFJF, “é preciso ter muito cuidado com a defesa apressada e irresponsável da utilização desse instrumento: presidentes não devem ser afastados apenas porque são impopulares. Se o debate for conduzido nesses termos, colocam-se em risco décadas de consolidação da democracia brasileira”. Segundo ele, contra Fernando Collor havia provas consistentes de utilização direta e pessoal de recursos escusos.
