A duas semanas para o encerramento do prazo de filiação, o reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Henrique Duque – o nome mais cobiçado pelos partidos -, ainda não se decidiu. Ele tem admitido aos mais próximos que está em conflito consigo mesmo, isto é, em dúvida se entra para a vida política institucional ou se cumpre integralmente seu mandato à frente da UFJF, que vai até o segundo semestre do ano que vem. Convites não faltam. O deputado Luiz Fernando Faria (PP) chegou a lhe oferecer o comando do partido em Juiz de Fora. Na semana passada, o prefeito Bruno Siqueira também o chamou para uma conversa. Hoje, o PMDB tem em aberto a vaga de candidato a deputado federal. Segundo peemedebistas, o posto cairia como uma luva para Duque, uma vez que ele atuaria em Brasília, onde conhece, como poucos, os bastidores, sendo fonte permanente para obtenção de recursos para Juiz de Fora. Ele também foi orientado a filiar-se a uma sigla de menor porte, com a garantia de pleno apoio do PSDB. Ficou de pensar em todas as possibilidades.
PRAZOS FINAIS
Outros nomes
A candidatura do reitor é a primeira de uma fila que envolve outros nomes em Juiz de Fora, muitos deles ainda sem definir se pretendem disputar uma vaga na Assembleia ou na Câmara Federal. No PSDB, o ex-prefeito Custódio Mattos é o nome mais cotado para disputar para deputado estadual, mas tudo vai depender de uma pesquisa encomendada pelos tucanos para ver se há espaço para o vereador Rodrigo Mattos, hoje primeiro suplente do partido. Quem estiver em melhores condições irá para a disputa, mas a legenda terá candidato.
Vai depender
Para deputado federal, a novidade também pode ser o medalhista olímpico Giovane Gávio. Ele assinou ficha de filiação ao PSDB sob a garantia de espaço para tentar uma vaga na Câmara Federal. O partido, no entanto, ainda depende de entendimentos que passam diretamente pelo gabinete do senador Aécio Neves. Se ele escolher o presidente do diretório estadual, Marcus Pestana, para ser o candidato tucano na disputa ao Governo, Giovane terá caminho livre. Caso contrário, terá que disputar espaço com o próprio Pestana, que deve tentar a reeleição.
No páreo
O vereador André Mariano (PMDB) teve seu nome cogitado por lideranças ligadas à Igreja do Evangelho Quadrangular para disputar uma cadeira na Assembleia de Minas. No processo de escolha interna, pesa a favor do vereador o fato de Juiz de Fora comportar grande número de eleitores evangélicos. Para ele, certo, por ora, é apenas o apoio aos candidatos da denominação religiosa. Ele, no entanto, não deve estar sozinho nessa jornada, já que pelo menos dez vereadores têm a mesma pretensão de voltar às urnas no pleito do ano que vem.
Tem vaga
O argumento de vários políticos é que há espaço para várias candidaturas. Os saudosistas lembram que, em tempos de colégio eleitoral com cerca de 200 mil pessoas aptas para votar, a cidade teve uma das mais expressivas representações. Em 1974, foram eleitos Itamar Franco para o Senado; Tarcísio Delgado, Sílvio Abreu Júnior e Fernando Fagundes Netto para a Câmara Federal, enquanto Fernando Junqueira, Sérgio Olavo Costa e Amílcar Campos Padovani foram eleitos para a Assembleia Legislativa. No entanto, havia apenas dois partidos: Arena e MDB.
