TEMPO DE ESTRATÉGIAS
Os seis candidatos à PJF estreiam, amanhã, seus programas eleitorais na TV, e muito das estratégias para essa nova fase será decidido em função da pesquisa Ibope, divulgada na semana passada pela Tribuna e pela TV Integração. Como analisa o cientista político Paulo Roberto Figueira, os números dessa pesquisa especificamente estimulam os partidos a definirem estratégias que levam em conta uma alta probabilidade de que haja segundo turno (o que não ocorreria se o jogo eleitoral estivesse concentrado em apenas duas forças claramente hegemônicas). Segundo ele, se esta tendência de virtual empate entre o segundo e terceiro colocados se confirmar em pesquisas futuras, o primeiro turno tende a apresentar alta temperatura para definir quem estará no segundo turno e, se a virulência for excessiva, isso pode ter impacto, inclusive, na definição de alianças para o turno final.
Foto instantânea
Paulo Roberto Figueira lembra, porém, que a pesquisa é um retrato do momento. Por exemplo: se candidatos mais conhecidos costumam, nessa altura, pontuar melhor do que os menos conhecidos, os indicadores de rejeição são bons preditores de maiores ou menores possibilidades de crescimento. Se a pesquisa estimulada situa a disputa em termos contextuais, a espontânea revela indicadores de consolidação de preferências.
Em Minas
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não acertou sua presença no palanque da candidata petista Margarida Salomão, mas Juiz de Fora está na sua lista. A única viagem do ex-presidente até agora confirmada é para Belo Horizonte, entre 31 de agosto e 1º de setembro, quando vem reforçar a campanha de Patrus Ananias (PT). Lula deve aproveitar para ir a Contagem, onde Durval Ângelo tenta se eleger para manter o PT na Prefeitura, hoje comandada por Marília Campos, e a Betim, onde a petista Maria do Carmo busca reeleição.
Não gostou
Depois de deixar a campanha da candidata Margarida Salomão (PT) por conta da aliança com o PSB e o PR, o grupo de 35 filiados não gostou da forma como a petista tratou a debandada, durante entrevista à Tribuna. Na ocasião, ela referiu-se à decisão como retardada, por conta do longo prazo entre a aprovação da política de alianças e da manifestação dos descontentes. O encontro, então, que a professora diz ter sido feito, acaba não tendo validade, pois os delegados lá presentes não foram escolhidos de forma correta e democrática, diz trecho de uma nota divulgada ontem.
Sem expressão
Na mesma nota, o grupo dos 35 petistas reclama, ainda, do fato de serem tratados como segmento sem expressão dentro do partido. Segundo eles, o exercício da militância no PT nunca teve como pré-requisito diploma universitário, posição social, entre outros atributos. Por fim, os filiados adeptos do movimento prometeram levar aos demais correligionários os motivos por terem abandonado a campanha.
