Salvo pelo gongo
O vereador Vagner Oliveira (PSC), fugindo normalmente à regra quando se trata desse tipo de proposta, pediu vistas, ontem, ao projeto de iniciativa do vereador André Mariano (PSC) que concedia o título de cidadão honorário de Juiz de Fora ao deputado Noraldino Júnior (PSC). A medida foi considerada uma saída para evitar o constrangimento da derrota, pois possíveis aliados da matéria estavam ausentes. Necessitando do apoio de 2/3, Vagner, segundo observadores, percebeu o risco. Ele fez as contas quando o vereador Wanderson Castelar (PT) encaminhou o voto contra a concessão e tinha a adesão de expressivo número de vereadores de diversos partidos da base e da oposição. Para mobilizar os pares, Castelar conclamou até mesmo os adversários e estava conseguindo sua adesão. O texto deve voltar à pauta na semana que vem.
Simbólico
Uma derrota teria significado simbólico no processo político da cidade, uma vez que Noraldino Júnior é pré-candidato a prefeito pelo PSC, e seu partido tem a maior bancada na Câmara Municipal. O risco de o projeto não passar já estava sendo discutido antes mesmo de a sessão começar, pois vários vereadores se anteciparam, dizendo que votariam contra. Uma derrota, no entendimento desses adversários, sinalizaria para os eleitores que o parlamentar, a despeito da pretensão de disputar a Prefeitura, não estaria conseguindo, sequer, apoio no Legislativo Municipal, do qual fez parte até o final de 2014. A estratégia, agora, é tentar reverter a votação.
Veto integral
O Executivo publicou ontem o veto integral do prefeito Bruno Siqueira (PMDB) ao projeto de lei que determina a obrigatoriedade da instalação de paraciclos nos estacionamentos e estabelecimentos em funcionamento na cidade. Aprovado em definitivo pela Câmara no último dia 18 de março, o dispositivo é de autoria do vereador Roberto Cupolillo (Betão, PT) e defende a implementação de suporte para bicicletas nas áreas destinadas ao estacionamento de veículos com número de vagas superior a dez unidades. Com o veto, o texto volta a ser deliberado pelo Poder Legislativo, que decidirá pela manutenção da negativa ou pela promulgação da norma à revelia da Prefeitura.
Área de segurança
Um dia após a Justiça ter negado recurso contra o seu indiciamento pela Polícia Federal, o governador Fernando Pimentel fez um decreto estabelecendo áreas de segurança que lhe permitem aumentar a vigilância. Os pontos afetados são o Palácio da Liberdade, onde ele despacha com regularidade, a despeito da Cidade Administrativa, e o Palácio das Mangabeiras, sua residência oficial. Com isso, se protege de eventuais manifestações. O mesmo decreto também estabelece vigilância nas áreas em que trabalha o vice-governador Antônio Andrade. O deputado Sargento Rodrigues questionou a medida e apresentou requerimento para cancelar o decreto, mas dificilmente irá conseguir por não ter maioria.
