ACIMA DO TOM
Sob pressão dos próprios aliados, que consideraram sua atuação no Senado aquém das expectativas, principalmente no papel de principal líder da oposição, o ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que todos nós temos nossas circunstâncias. Acho que o primeiro ano é o ano do Governo. O que deve estar sendo questionado neste ano não é um tom mais ou menos virulento das oposições. O que teria de estar sendo questionado é a absoluta ausência de iniciativa do Governo federal nas questões estruturantes. Ele, no entanto, admitiu que 2012, ano de eleição, será diferente, pois as cobranças vão se acentuar, já que não cabe mais a justificativa de primeiro mandato. Na sua avaliação, um dos pontos de maior questionamento será a saúde, já que o Governo vetou um aumento da sua participação nos repasses, mas manteve a cota de estados e municípios. Aécio antecipou que várias cobranças serão feitas, como a reforma tributária, a reforma da Previdência e o que chama de gigantismo do Estado. Acho que o Governo da presidente Dilma, infelizmente, perdeu a grande oportunidade de no primeiro ano impor essas reformas, até porque algumas delas teriam a nossa colaboração. Eu quero a reforma que sempre defendíamos lá atrás.
Serra insiste
O ex-governador Aécio Neves, se quiser mesmo ser o candidato, terá que – mesmo sendo refratário a essa postura – subir o tom. O ex-governador José Serra, ao rejeitar a disputa da Prefeitura de São Paulo, mesmo sabendo ser a principal alternativa do PSDB para enfrentar o PT, indicou claramente que ainda não desistiu do projeto de ser o nome da oposição em 2014. Para tanto, tem feito duras críticas ao Governo da presidente Dilma, a maioria do jeito que está sendo cobrado de Aécio. Serra já disputou duas vezes e perdeu, mas lembra que Lula, até ganhar em 2002, foi derrotado em três ocasiões.
De fevereiro
A Câmara já definiu as audiências públicas de fevereiro, todas na primeira quinzena, em virtude do carnaval. A primeira delas será no dia 8, a pedido do vereador Roberto Cupolillo (PT), para tratar do aterro sanitário e das usinas de lixo hospitalar instaladas em Ewbank da Câmara. Embora seja em outro município, a preocupação do vereador se justifica na proximidade da obra com a represa de Chapéu D’Uvas, futuro manancial de abastecimento de Juiz de Fora. Betão tomou a iniciativa com base em matéria publicada pela Tribuna sobre a obra.
Telefonia
A outra audiência está marcada para o dia 9, por requerimento de Noraldino Júnior (PSC). Ele quer conhecer o resultado das investigações feitas pela 13ª Promotoria, sobre os serviços de telefonia móvel. No dia 14, a Câmara vai abordar os investimentos da MRS Logística e seus reflexos no trânsito da cidade. O pedido, do vereador Julio Gasparette (PMDB), já teve dois adiamentos. A última audiência acontecerá no dia 15 para tratar do Estatuto da Juventude e da mensagem que cria o Conselho Municipal da Juventude. O debate foi pedido por José Sóter de Figueirôa (PMDB).
Consumo
Um levantamento elaborado pelo Ibope Inteligência apontou que o brasileiro deve gastar neste ano, em média, R$ 670 com vestuário, superior ao estimado para 2011, quando a média nacional ficou em R$ 583. A região Sul, formada por Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é que apresenta a maior expectativa de gastos, R$ 791, seguida do Centro-Oeste, com R$ 740. A região Sudeste, na qual Juiz de Fora se encontra, gastará, em média, R$ 729. O nordestino é o mais modesto. Segundo a pesquisa, vai tirar do bolso, em média, R$ 487,29.
