O Almoço Empresarial, promovido pela Associação Comercial presidida por Aloísio Vasconcelos, na sua edição de ontem, com caráter especial de fim de ano, foi permeado por discursos políticos. O deputado Júlio Delgado, membro do Conselho de Ética da Câmara, detalhou aos convidados os últimos acontecimentos de Brasília, cuja efervescência deve diminuir com o recesso parlamentar, mas não o suficiente para debelar os incêndios. O deputado aplaudiu a decisão do Supremo Tribunal Federal, que ao estabelecer ritos cortou o arrivismo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, mas advertiu também para a briga paroquial do PMDB. No seu entendimento, a cisão entre cardeais da legenda como Michel Temer e Renan Calheiros foi a prova material de que o vice-presidente, à espreita da queda da presidente Dilma Rousseff, também não teria consenso para governar, já que não pacifica, sequer, o partido que preside. Segundo Júlio, o PSB, por ser independente, vai defender novas eleições gerais, já no ano que vem, pois também não vê condições de Dilma permanecer no posto.
