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Coluna 19 07:00:00-06-2013

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BILHETE ÚNICO

O prefeito Bruno Siqueira elogiou a forma ordeira dos manifestantes em Juiz de Fora, que na última segunda-feira tomaram as ruas do Centro. Ele considerou a manifestação justa e antecipou-se a uma questão que deve levar os manifestantes às ruas: o transporte público. Segundo ele, a melhora precisa ser considerável, e garantiu que vai retomar a licitação para concessão do serviço. Ao participar da abertura do 6º Encontro de Bibliotecas Públicas, o prefeito adiantou a implantação do bilhete único e enfatizou que não vai compartilhar com reajustes abusivos na passagem, afirmando que seu compromisso é com a população juiz-forana. O prefeito, ao sair da solenidade, praticamente deu expediente no Parque Halfeld por cerca de 40 minutos. Ele foi abordado por populares e anotou todos os pedidos que lhe foram feitos. Eram demandas de toda sorte, inclusive sobre a rotina dos artesãos após a reforma das pérgulas do parque, que começou ontem.

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Um direito

Em Belo Horizonte, o governador Antonio Anastasia disse que, em nome do Governo, reafirmava o inarredável compromisso com a defesa da livre manifestação pacífica dos cidadãos, base fundamental do estado direito e da nossa democracia e enfatizou tratar-se de um forte sentimento de insatisfação entre a população, sobretudo entre os jovens. Esse sentimento não pode ser ignorado pelos governantes, que precisam saber interpretar este clamor que vem das ruas e buscar soluções adequadas para queixas, reivindicações e problemas apontados nestas manifestações.

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Insatisfação

Na Universidade Federal de Juiz de Fora, a manifestação foi analisada pelos cientistas políticos Paulo Roberto Figueira – ouvido ontem pelo Painel -, Rubem Barboza e Raul Magalhães. Professor do Departamento de Ciências Sociais, Rubem, segundo nota da assessoria, comenta que, por ser apartidário, o movimento retrata a insatisfação da população e a necessidade de atitudes do Governo. Os manifestantes querem desde a redução de tarifas até a derrota da PEC -37 (que trata do poder de investigação do Ministério Público). Isso demonstra que a sociedade não se sente representada pelos políticos.

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Tecnologias

Também professor do mesmo departamento, o cientista político Raul Magalhães considera que os atuais protestos de rua refletem as ações realizadas em outras democracias do mundo, como Espanha, Itália e Turquia, e demonstram o diferencial das redes sociais como meio de agregar pessoas. Com as novas tecnologias, as informações circulam em todo o mundo. As redes sociais passaram a ser um canal de mobilização política notável pelas manifestações de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, convocadas por esse tipo de ferramenta.

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Comunicação

Passou por mais uma etapa na Assembleia o projeto de lei do deputado Arlem Santiago (PTB) que estabelece a obrigatoriedade de os hospitais, clínicas e postos de saúde comunicarem a ocorrência de atendimento por embriaguez ou de uso de drogas por criança ou adolescente. A meta é, além da comunicação, realizar um cadastro de ocorrências com todos que forem atendidos nos setores de emergência com esses sintomas. Quem descumprir a recomendação será penalizado. O projeto, no entanto, ainda não tem data para chegar ao plenário.

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