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Coluna 18 07:00:00-11-2012

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Termina na próxima terça-feira, de acordo com normas regimentais, o prazo para a Prefeitura encaminhar à Câmara a mensagem envolvendo o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que, neste ano, teve um espaço especial na campanha de outubro, sobretudo no segundo turno, por iniciativa da candidata petista, Margarida Salomão. A questão central é saber como o texto será encaminhado, já que, segundo fontes, há um certo descompasso entre a equipe econômica da atual gestão e o grupo de transição criado pelo prefeito eleito, Bruno Siqueira (PMDB). Nos bastidores, o que se diz é que o prefeito, Custódio Mattos (PSDB), gostaria de enviar uma proposta com reajuste baseado no IPCA, mas o martelo ainda não foi batido pelo futuro prefeito, a quem cabe, a partir de janeiro, gerenciar os recursos. As reuniões continuam acontecendo, mas a equipe de transição não esconde o desconforto ante a não entrega de todos os documentos, embora tenha recebido a garantia de que não haveria qualquer empecilho para ter acesso aos dados.

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IPTU DE 2012

Em dezembro

Ficarão para dezembro, mesmo sem garantias, as reuniões internas do PSDB para traçar não apenas as estratégias para 2013 mas também a renovação de seu comando partidário. Em princípio, os eventos ocorreriam um mês depois das eleições, para aproveitar o clima de mudanças apresentado pelas urnas. Um segmento, no entanto, entendeu que reuniões depois de campanha eleitoral, ainda mais numa em que a legenda foi derrotada, serviriam para ampliar ainda mais os confrontos, em vez de pacificar os ânimos. O encontro continua sem data.

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Debate interno

Outros partidos também pensam em colocar sua pauta em dia, mas a preocupação primeira é a sucessão na Câmara Municipal. Sem renovar o seu mandato, o vereador Pastor Carlos Bonifácio cederá a presidência do Legislativo no dia 31 de dezembro. Os candidatos estão em campo – veja matéria na página de Política -, mas ninguém obteve qualquer declaração formal do prefeito eleito, Bruno Siqueira. Desde o início, ele vem avisando que se trata de uma disputa envolvendo apenas os vereadores e que não vai se meter nessa questão.

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Presidência

A presidência da Câmara já teve vários momentos. Um presidente – Wilson Jabour – foi eleito contra o interesse do próprio partido com os votos dele e da oposição. Foi em 1977, quando Mello Reis assumia a Prefeitura. O seu candidato, pela Arena, era o advogado Fernando Paranhos. Jabour, da mesma legenda, se articulou com o MDB e se elegeu. Como eram 19 vereadores e o MDB tinha nove, seu voto fechou em dez, contra nove de Paranhos. A direção abriu processo de infidelidade, mas, como a votação foi secreta, faltou a prova material para a cassação de mandato. Tempos depois, ele foi para o PMDB.

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Audiências

A Câmara faz esta semana apenas uma audiência pública. Será no dia 22, às 15h, quando será discutido o Projeto de Lei Orçamentária, que estima a receita e fixa a despesa do município para o exercício financeiro de 2013. O texto ganha relevância, pois, a despeito de ser elaborado pela atual gestão, será utilizado pelo próximo Governo, que deve acompanhar de perto as discussões. Até mesmo na votação em plenário, a Lei de Meios se torna exclusiva na pauta, devendo passar por três turnos. A meta é que entre na programação de dezembro ou em sessões extraordinárias.

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