DISPUTA A CÂMARA
O vereador Isauro Calais (PMN) anunciou ontem sua desistência do projeto de disputar a Prefeitura, e apontou razões. Sem acordo com outras legendas, ficaria com um tempo mínimo de televisão – algo impensável em termos de campanha -, comprometendo, inclusive, a performance dos demais candidatos da legenda à Câmara. Em coletiva, anunciou, também, dificuldades de levantar recursos e revelou que não iria entrar em nenhuma aventura num cenário que exige investimentos para levar um projeto majoritário adiante. Vai, por isso, tentar a quinta reeleição. Calais também descartou qualquer possibilidade de ser vice na chapa de algum candidato a prefeito. Para ele, trata-se de uma questão inegociável. Articulamos uma campanha para a Prefeitura, e como não foi possível, não há espaço para ser vice. Vamos investir em nossa chapa para o Legislativo na tentativa de aumentar nossa representação, enfatizou. Hoje, apenas ele representa o PMN na Câmara Municipal.
Prioridade
Dirigentes do PMDB comemoravam ontem o aviso da direção estadual do PMDB de que Juiz de Fora será prioridade na disputa municipal, uma vez que o partido tem por meta vencer pelo menos numa cidade-polo. Como não terá candidato em Betim, em Contagem nem, muito menos, em Uberlândia, a cidade tornou-se a joia da coroa, segundo revelou o presidente do diretório, Toninho Andrade, já levando em conta que o deputado Bruno Siqueira, pré-candidato, é o nome que vai merecer a atenção do comando estadual.
Na cabeça
Com esse discurso, o PMDB estaria afastando uma composição com o Partido dos Trabalhadores. No sábado, quando teve sua pré-candidatura lançada, a professora Margarida Salomão observou que gostaria de ter os peemedebistas na lista dos aliados. Na avaliação dos dirigentes peemedebistas, trata-se, porém, de uma questão que não deve chegar sequer à convenção municipal, a quem será dada a prerrogativa de indicar candidatos à Prefeitura e à Câmara. O argumento é que a aliança só se formaria se o PMDB ocupasse a cabeça de chapa, algo que não passa pelos planos do PT.
Jogo duro
O senador Aécio Neves conclamou os partidos aliados na base da reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, a darem fim às picuinhas que antecederam à definição dos membros da coligação. Convidou o PT para a convivência com os tucanos, mas foi duro. O que acho é que, depois de tantas discussões, o PT devia efetivamente participar da discussão de um grande projeto para Belo Horizonte. Não cabe mais esse sem-número de reuniões onde se passa a impressão de que a reeleição de Marcio Lacerda depende dessas reuniões do PT.
Crise à vista
Mesclando ironia com apelo à unidade em torno do prefeito, o senador reafirmou: O PT é bem-vindo. Recebo inclusive na nossa aliança aqueles que foram contra ela no ano de 2008, que contra ela se movimentaram, que contra ela trabalharam. São todos bem-vindos. Mas é hora de pararmos com essas picuinhas menores e discutirmos um grande projeto para Belo Horizonte. Num discurso que já antevê problemas no palanque, disse que o PT da capital é um partido secundário, haja vista o resultado das últimas eleições, quando alcançou apenas 20% dos votos de Belo Horizonte.
