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Coluna 18 06:00:00-03-2012

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ESTACA ZERO

O Partido dos Trabalhadores continua sem saber se vai ou não apoiar a candidatura do prefeito Márcio Lacerda (PSB) à reeleição em Belo Horizonte. O diretório faz hoje eleições internas para escolha dos delegados que vão tomar a decisão em torno da aliança ou pelo lançamento de um nome próprio. Há uma clara divisão. Na semana que termina, o presidente do diretório estadual, deputado Reginaldo Lopes, convocou uma reunião para discutir sua chapa – favorável à aliança – mas ficou frustrado com o quórum. Poucos militantes compareceram. Ontem, pelo Twitter, ele apresentou um novo dado. Foram 13 razões para não se coligar com os tucanos. Com isso, ele força o discurso do grupo ligado ao ex-ministro Patrus Ananias. Não se trata de veto a Márcio Lacerda, mas ao PSDB de Aécio Neves, que também fará parte da aliança, como, aliás, ocorreu em 2008. Patrus disse textualmente que não sobe no mesmo palanque do ex-governador, enquanto este reagiu dizendo que o líder petista não teve o mesmo constrangimento em ficar ao lado de Newton Cardoso numa campanha eleitoral. Esse cenário já preocupa a direção nacional, que teme a vitória do veto à coligação. O vice-prefeito Roberto Carvalho garantiu à Tribuna que a resistência à aliança vai ganhar.

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Contrapartida

Por outro lado, se for aprovada a coligação com o PSB de Márcio Lacerda, mesmo com os tucanos no palanque, o Partido dos Trabalhadores vai exigir contrapartida. O deputado Odair Cunha disse ao jornal O Tempo que apoiando em Belo Horizonte, precisamos que o PSB nos assegure apoio nas cidades prioritárias, como Contagem, Betim, Uberlândia e Juiz de Fora. Nesse caso, ficaria em xeque a candidatura do deputado Júlio Delgado, que mantém o discurso de estar no páreo, não abrindo mão da prerrogativa de, pela primeira vez, disputar a Prefeitura de sua cidade.

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No centro

A candidatura do deputado está no centro de diversas conversações. Além da proposta petista de barganhar o apoio a Márcio Lacerda em troca das cidades-polo, Delgado também está no foco do PMDB e do PSDB. Com os peemedebistas, já manteve contado direto com o deputado Bruno Siqueira, com a mesma pretensão de disputar a Prefeitura, para avaliar um possível acordo, sob o argumento de que, se os dois forem candidatos, ambos perdem. Com os tucanos, a conversa pode vir via Aécio. O deputado tem estreita ligação com o senador tucano há bastante tempo.

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Chantagem

O ex-prefeito Tarcísio Delgado classificou de chantagem o desembarque da bancada do PR no Senado da base do Governo por conta da demora da presidente Dilma em indicar um nome do partido para o Ministério dos Transportes. Antes a chantagem se apresentava de forma velada. Agora se escancarou e faz parte do pobre jogo político de nossos desalentadores dias. Tarcísio lembrou que o jogo era pesado quando foi líder do PMDB, mas não havia tais métodos de atuação. No tempo de Teotônio Vilela, Ulysses Guimarães, Paulo Brossard e outros, não se admitia esse tipo de conversa.

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Audiência

O secretário municipal de Transportes, Márcio Bastos, estará na Câmara Municipal, no dia 29, para apresentar a planilha de cálculo da tarifa do serviço de táxi da cidade. Trata-se apenas do cumprimento de legislação que determina a realização de audiência pública com dez dias de antecedência. A lei de autoria do vereador Julio Gasparette (PMDB) define que o município tem que justificar os números em sessão especial. Na última quinta-feira, o presidente da Cesama, Cláudio Horta, passou pelo mesmo ritual ao explicar o reajuste das tarifas de água e de esgoto.

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