A renúncia do reitor Júlio Chebli, a despeito de ser uma discussão recorrente, pegou muita gente de surpresa, pois todos consideravam que os problemas que afetavam sua gestão tinham sido superados. Na última sexta-feira, ele convocou a reunião de ontem, e o tema voltou a ser especulado. Mais tarde, porém, o próprio Júlio cancelou, o que apontou para a desistência de renúncia, mas, quando o encontro foi remarcado, o cenário ficou mais claro, confirmando a carta que ele entregou ontem ao Conselho Superior. Como seu mandato não chegou à metade, o reitor em exercício, Marcos Chein, tem dois meses para convocar nova eleição, o que já deu margem sobre possíveis candidatos. Ontem, em entrevista à Rádio CBN, o ex-reitor Henrique Duque disse lamentar a renúncia, mas avisou que pretende, como todos os setores interessados em participar da vida da universidade, entrar diretamente na discussão. Indagado se seria como candidato, usou a postura mineira do nem sim, nem não. “É prematuro falar disso. Hoje, estamos todos pasmos. É preciso deixar a poeira baixar.”
